Aécio é cauteloso sobre uso do mensalão na campanha

Para Aécio, os brasileiros estão cansados do modelo de governo do PT, que teria "colocado o Estado a serviço do projeto de poder do partido"

Porto Alegre – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi cauteloso ao falar do uso do julgamento do mensalão na campanha política deste ano por adversários do PT, nesta segunda-feira, em Porto Alegre, onde gravou depoimentos de apoio para candidatos tucanos a dez prefeituras do Rio Grande do Sul. “Essa questão se coloca hoje como algo que paira sobre toda a classe política”, afirmou.

“Eu tenho muito cuidado de utilizar ou fazer com que o mensalão seja o principal argumento contra as candidaturas do PT”, prosseguiu, para sustentar que o partido tem argumentos mais fortes do que o julgamento daquele caso para apresentar ao eleitor. “É a nossa capacidade de gestão, é a nossa eficiência”, enumerou.

Questionado pelos repórteres sobre a relutância que, segundo o presidente do PT, Rui Falcão, a candidatura de José Serra (PSDB) à prefeitura de São Paulo teria de usar o chamado “mensalão petista” para não ser provocado a explicar o “mensalão mineiro”, Aécio sustentou que “todos os processos que estão sendo examinados devem ir a julgamento, cada um a seu tempo”. Também disse esperar que, ao final, “os culpados sejam condenados e os inocentes inocentados”.

O senador mineiro foi tratado pelos concorrentes às prefeituras como candidato à presidência da República em 2014 e falou a eles com o discurso de quem vai concorrer, embora, formalmente tenha dito que “é prematuro anteciparmos candidaturas”.

Para Aécio, os brasileiros estão cansados do modelo de governo do PT, que teria colocado o Estado a serviço do projeto de poder do partido e, ao mesmo tempo, perdido as chances que teve de fazer as reformas necessárias ao País, como a fiscal e a do próprio Estado.

“Diferentemente dos grandes partidos de hoje, o nosso tem um projeto nacional que em pouco tempo haverá de confrontar-se com este que está aí”, ressaltou, prevendo que caberá aos tucanos liderar a oposição para apresentar ao Brasil “um projeto melhor que esse que está em execução”.

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