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Aécio atribui aumento de 303% no patrimônio à herança

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram aumento de 303% no patrimônio do candidato em quatro anos


	Aécio Neves (PSDB): Candidato deve gastar R$ 290 milhões durante a campanha
 (REUTERS/Ueslei Marcelino)

Aécio Neves (PSDB): Candidato deve gastar R$ 290 milhões durante a campanha (REUTERS/Ueslei Marcelino)

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Da Redação

Publicado em 6 de julho de 2014 às 16h47.

São Paulo - Em visita ao Festival do Japão, em São Paulo, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, foi questionado neste domingo (6) sobre o aumento de 303% do seu patrimônio, conforme mostraram dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em relação aos valores apresentados à Justiça Eleitoral quatro anos atrás.

Aécio respondeu que isso se deve ao falecimento do seu pai, em outubro de 2010. "Foi a herança que recebi dele", disse.

Aécio informou este ano ter um patrimônio de R$ 2.491.876. Em 2010, quando concorreu ao Senado, possuía R$ R$ 617.938.

Acompanhado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do candidato tucano a senador, José Serra, e do vice de sua chapa, o senador Aloysio Nunes, Aécio compareceu neste domingo à 17ª edição do evento paulistano, marcando o primeiro ato oficial de campanha.

Indagado sobre a previsão de gastos da sua campanha, de até R$ 290 milhões (ante R$ 298 milhões da campanha da presidente Dilma Rousseff), Aécio salientou que essa projeção já contempla um segundo turno.

"A partir do momento em que vão diminuindo os votos nulos e brancos, a tendência é de que se consolide a certeza de um segundo turno. E nós estamos preparados para o primeiro e o segundo turno. E, mais que para ganhar, estamos preparados para governar o Brasil e fazer as mudanças verdadeiras", respondeu.

A respeito da economia, o candidato do PSDB sinalizou que, se for eleito, adotará medidas para combater a alta dos preços. "Vamos buscar alcançar rapidamente o centro da meta de inflação, o que não aconteceu em todo esse período de governo", criticou.

Alckmin

O governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, comentou com jornalistas que vai cumprir rigorosamente a lei no que se refere à propaganda política. "Campanha eleitoral só na hora do almoço, de noite e aos finais de semana. Seremos bastante rigorosos", disse.

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