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"Aceito acareação com quem quer que seja", diz Yunes

Ex-assessor especial da Presidência da República promete esclarecer o episódio do recebimento de um envelope endereçado a Eliseu Padilha

Brasília - Os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha; e do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá,  durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil) (José Cruz/Agência Brasil)

Brasília - Os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha; e do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil) (José Cruz/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 27 de fevereiro de 2017 às 19h10.

São Paulo - Em resposta ao operador Lúcio Bolonha Funaro, o ex-assessor especial da Presidência da República José Yunes disse que aceita fazer uma acareação com quem quer que seja para esclarecer o episódio do recebimento de um envelope endereçado ao ministro licenciado da Cara Civil, Eliseu Padilha.

"Aceito acareação com quem quer que seja ratificando todos os dizeres do meu depoimento", disse Yunes à reportagem na manhã desta segunda-feira, 27.

Os assessor e amigo pessoal do presidente Michel Temer (PMDB) relatou em depoimento à Procuradoria Geral da República e em entrevistas ter recebido Funaro em seu escritório, em São Paulo, no final de 2014. No encontro, Funaro, apontado como um dos principais operadores do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teria entregue um envelope endereçado a Padilha.

A declaração de Yunes corrobora o depoimento do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho que disse, em delação premiada, que o escritório de Yunes era um dos lugares usados para o depósito de dinheiro destinado às campanhas do PMDB.

A defesa de Funaro disse ao jornal Folha de S.Paulo que vai processar Yunes por calúnia e pedir uma acareação entre o ex-assessor da Presidência, Padilha e Melo Filho para negar as declarações.

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