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Incêndios na região de Madrid causam evacuação de 63 mil pessoas

Segundo o Ministério do Interior da Espanha, trata-se dos piores incêndios da história da capital espanhola

Madrid: a capital espanhola enfrenta um dos piores incêndios de sua história, causado pela intensa onda de calor na Europa

Madrid: a capital espanhola enfrenta um dos piores incêndios de sua história, causado pela intensa onda de calor na Europa

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 24 de julho de 2026 às 17h03.

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Autoridades espanholas evacuaram ou determinaram o confinamento de cerca de 63 mil pessoas devido aos incêndios florestais que atingem a região de Madrid e a província vizinha de Ávila. Segundo o Ministério do Interior da Espanha, trata-se dos piores incêndios da história da Comunidade de Madrid.

O número de afetados aumentou nesta sexta-feira, 24, após a retirada de aproximadamente 5 mil pessoas de um camping em El Escorial, município para onde as chamas avançam.

As autoridades afirmam que a prioridade agora é impedir que o fogo alcance El Escorial e, posteriormente, San Lorenzo de El Escorial, enquanto militares da Unidade Militar de Emergências (UME) montam uma linha de defesa na região.

Moradores evacuados: com incêndios, moradores das áreas afetadas ficam em camping (Pierre-Philippe Marcou / AFP)

O responsável pela gestão de emergências do governo regional de Madrid, Carlos Novillo, afirmou que o incêndio está em seu "momento mais crítico" e já está "fora da capacidade de extinção" dos bombeiros. Segundo ele, os três focos que atingiam a região se fundiram em um único incêndio.

Até o momento, oito municípios da região de Madrid foram evacuados ou seguem em processo de retirada de moradores, enquanto outras localidades permanecem sob ordem de confinamento. A comunidade autônoma também mantém 13 centros de acolhimento, que já receberam cerca de 1.800 pessoas deslocadas.

Polícia prende suspeito por origem do incêndio

A Guarda Civil espanhola informou que prendeu um homem e investiga outra pessoa por suspeita de provocar um dos incêndios. Segundo as autoridades, o fogo teria começado após o uso de máquinas agrícolas pesadas em uma área onde essa atividade estava proibida devido ao alto risco de incêndios.

"A causa que iniciou o incêndio foi um ato de negligência grave devido ao uso de máquinas pesadas em uma área onde isso era totalmente proibido", informou a corporação.

Os bombeiros também tentam impedir que o incêndio na região de Madrid, que já queimou cerca de 6 mil hectares, se una ao fogo que atinge a região de Castela e Leão, onde outros 9 mil hectares foram devastados. A união dos dois focos aumentaria significativamente a intensidade das chamas.

Sánchez visitará área afetada

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, visitará neste sábado, 25, o centro de coordenação da emergência em Cenicientos, acompanhado pelo ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.

Incêndios: fogo se espalha por diversos focos na Espanha (Cesar Manso/ AFP)

Em publicação nas redes sociais, Sánchez classificou a situação como "dramática" e afirmou que todas as administrações trabalham de forma coordenada para conter o incêndio e proteger a população.

"Vivemos uma situação dramática. É momento de agir com responsabilidade e reforçar a unidade frente à emergência", escreveu o premiê, que também defendeu acelerar medidas para enfrentar a emergência climática.

Grande-Marlaska informou ainda que novos meios aéreos enviados pelo Mecanismo Europeu de Proteção Civil chegarão neste sábado para reforçar o combate às chamas. Além disso, seis comunidades autônomas espanholas disponibilizaram recursos próprios para apoiar a operação.

As condições meteorológicas continuam dificultando o trabalho das equipes. Segundo o ministro, a região enfrenta ventos superiores a 50 km/h, além de altas temperaturas e baixa umidade, fatores que favorecem a rápida propagação do fogo.

Desde o início de 2026, quase 130 mil hectares já foram queimados por incêndios na Espanha. Especialistas apontam que a seca prolongada e as sucessivas ondas de calor, agravadas pelas mudanças climáticas, aumentaram significativamente o risco de grandes incêndios em toda a Europa.

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