A equipe de Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deve anunciar nesta terça-feira os nomes da equipe que o ajudará a comandar a segunda economia. Como vem sendo especulado, o presidente do Banco Central deve ser mesmo Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco e com passagens pelo próprio Banco Central durante a gestão de Armínio Fraga. A secretaria-executiva do ministério vai ser ocupada por Tarcísio Godoy, que esteve no mesmo cargo durante o ministério de Joaquim Levy.

O economista Carlos Hamilton de Araújo deve assumir a secretaria de política econômica e o especialista em contas públicas Mansueto Almeida deve ter uma secretaria especial criada para ele ou assumir o Tesouro Nacional. Também deve estar na equipe o consultor do Senado e especialista em contas públicas Marcos Mendes. Os presidentes dos bancos públicos podem não ser anunciados hoje. Na Caixa, o favorito é o funcionário de carreira Gilberto Occhi. No Banco do Brasil, Alexandre Abreu, também funcionário de carreira da instituição, é o mais cotado.

Como o desafio mais imediato é ajustar o déficit fiscal, não é de estranhar que a equipe tenha tantos especialistas nas contas do país, e poucos expansionistas, que deram a tônica no último governo. Mansueto é considerado um dos melhores no setor. Ele foi um dos coordenadores do programa econômico de Aécio Neves e era crítico ao modelo econômico adotado pelo governo do PT. Em um post publicado em seu blog nesta segunda-feira, disse que o ajuste fiscal não é uma agenda de Temer, mas uma agenda do Brasil. Para ele, ou a sociedade revisa o crescimento da dívida, ou novos impostos serão inevitáveis.

Outro desafio dessa equipe é a reforma da previdência. Marcos Mendes, em uma entrevista para a revista Época concedida em 2014, após a publicação de seu livro Por que o Brasil cresce pouco?, reiterou que a previdência tem que ser revista o mais rápido possível porque retira poupança que poderia ser investimento público. Mendes disse que o espaço para reforma é o primeiro ano de um governo.

Para que Meirelles e sua equipe consigam levar as reformas adiante, o Congresso precisa aprovar, na semana que vem, a revisão da meta fiscal para um déficit de até 120 bilhões de reais. Caso o Congresso não aprove, o governo fica sem ter o que fazer a não ser anunciar cortes bruscos no Orçamento. Seria o primeiro golpe à equipe de Meirelles e ao governo Temer. Outros virão.

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