Brasil

A bombástica morte de Teori

O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki morreu na tarde desta quinta-feira em um acidente de avião em Paraty, no Rio de Janeiro. O primeiro a confirmar a informação foi seu filho Francisco Prehn Zavascki, em post no Facebook. “Caros amigos, acabamos de receber a confirmação de que o pai faleceu! Muito obrigado a […]

DR

Da Redação

Publicado em 19 de janeiro de 2017 às 17h58.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h16.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki morreu na tarde desta quinta-feira em um acidente de avião em Paraty, no Rio de Janeiro. O primeiro a confirmar a informação foi seu filho Francisco Prehn Zavascki, em post no Facebook. “Caros amigos, acabamos de receber a confirmação de que o pai faleceu! Muito obrigado a todos pela força!”, disse. Aos 68 anos, Teori foi indicado ao Supremo pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2012 e desde 2015 era o relator da Operação Lava-Jato na Corte.

Sua morte abre espaço para uma série de dúvidas sobre o futuro da investigação. Teori faleceu às vésperas de homologar a delação premiada de 77 executivos da empreiteira Odebrecht, prevista para o início de fevereiro. Uma das fases está programada para acontecer nesta sexta-feira: executivos iniciarão audiências para confirmar que concordaram em colaborar com o Ministério Público Federal. Dali, os documentos iriam para o gabinete do ministro relator. A grande pergunta é saber quem substituirá Teori.

Em caso de morte de ministro, um novo magistrado deve ser nomeado pelo presidente da República, Michel Temer, e confirmado pelo Congresso. O novo nome assume a relatoria dos todos os 7.000 processos judiciais nas mãos do antecessor. É o que determina o artigo 38 do regimento interno do Supremo. Neste caso, o presidente indicaria um novo ministro que automaticamente herdaria a relatoria da Lava-Jato.

Detalhe nada desprezível: o nome de Temer apareceu mais de 44 vezes apenas na delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht. E mais de 200 deputados e senadores foram citados em delações e na lista da empreiteira. Ou seja: seguindo o que manda o regimento do Supremo, o novo relator teria que ser indicado e aprovado por políticos envolvidos no processo.

Segundo assessores do Supremo, é possível que em questões urgentes o ministro relator seja substituído pelo ministro logo acima dele em tempo de casa. Nesta situação, a nova relatora da Lava-Jato seria a ministra Rosa Weber. Em última hipótese, há a possibilidade de um novo sorteio para relator dentro da corte. A decisão caberá ao Plenário do Supremo, em consulta pautada pela presidente da Casa, Cármen Lúcia. Sobre os prazos da Lava-Jato, não há previsão. Uma morte nestas condições nunca aconteceu.

Acompanhe tudo sobre:Exame HojeÀs Sete

Mais de Brasil

Flávio defende suspender reforma tributária e é questionado em evento da CNI

PGR defende validade de pesquisa eleitoral que apontava queda de Flávio Bolsonaro

Defesa de Jaques Wagner recorre ao STF para anular busca da PF no Caso Master

Nova regra permite ao Judiciário até 100 dias a mais de folga que empregados 6x1