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São Paulo aposta em Campinas e Sorocaba na nova Rota da Cerveja

Região Sudeste concentra 47,2% das cervejarias brasileiras, com 923 unidades, segundo o Anuário da Cerveja 2026, do Mapa

Rota da Cerveja: As exportações do setor bateram recorde em 2025 e alcançaram US$ 218,4 milhões (R$ 1,1 bilhão). São Paulo também lidera o país em número de cervejarias, com 452 estabelecimentos registrados. (Gabriela Brazão/Divulgação)

Rota da Cerveja: As exportações do setor bateram recorde em 2025 e alcançaram US$ 218,4 milhões (R$ 1,1 bilhão). São Paulo também lidera o país em número de cervejarias, com 452 estabelecimentos registrados. (Gabriela Brazão/Divulgação)

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 1 de julho de 2026 às 12h01.

Última atualização em 1 de julho de 2026 às 12h14.

Assim como fez com o queijo, o café e a cachaça, o governo de São Paulo decidiu apostar na cerveja. O estado lança nesta quarta-feira, 1º, as Rotas da Cerveja, projeto que reúne 104 cervejarias distribuídas em sete roteiros temáticos, 20 destinos cervejeiros e 55 municípios paulistas.

A iniciativa encontra respaldo nos números. As exportações do setor bateram recorde em 2025 e alcançaram US$ 218,4 milhões (R$ 1,1 bilhão). São Paulo também lidera o país em número de cervejarias, com 452 estabelecimentos registrados.

A região Sudeste concentra 47,2% das cervejarias brasileiras, com 923 unidades, segundo o Anuário da Cerveja 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A atividade cervejeira está presente em 794 municípios brasileiros, o equivalente a 14,3% das cidades do país. A capital paulista segue como o município com maior número de cervejarias, com 61 estabelecimentos registrados.

“São Paulo tem enorme potencial na produção cervejeira. As Rotas da Cerveja fortalecem essa cadeia produtiva, aproximam produtores, estimulam investimentos e ampliam oportunidades de negócios”, diz Jorge Lima, secretário de Desenvolvimento Econômico.

A proposta é fortalecer toda a cadeia produtiva do setor, desde os fornecedores de insumos e equipamentos até a rede de comércio e serviços das regiões impactadas, com mais hospedagens, bares, restaurantes e demais atividades econômicas ligadas ao segmento.

Por meio do programa SP Produz, a gestão paulista já reconheceu sete Cadeias Produtivas Locais (CPLs) ligadas ao setor cervejeiro, abrangendo a produção de cerveja, o cultivo de lúpulo e a fabricação de equipamentos.

Até o momento, duas dessas cadeias receberam R$ 1,5 milhão em recursos dos editais de fomento do SP Produz.

As Rotas da Cerveja contemplam as regiões do Noroeste Paulista, Mogiana Paulista, Campinas e Região Metropolitana, Circuito das Águas e Frutas, Serra do Itaqueri, Cuesta e Centro Paulista, Sorocaba e Região e Capital e Região Metropolitana, além dos Destinos Cervejeiros e de Negócios.

Cerveja no Brasil

Segundo o Anuário da Cerveja 2026, do Mapa, o Brasil encerrou 2025 com 4.785 cervejarias registradas. No mesmo período, as exportações de cerveja somaram 315,5 milhões de litros, queda de 5,1% em relação ao ano anterior.

Apesar da redução no volume embarcado, o valor das exportações alcançou US$ 218,4 milhões, o maior da série histórica.

A cerveja brasileira foi exportada para 77 países, com destaque para a América do Sul, responsável por 98,5% do volume exportado. O Paraguai permaneceu como principal destino, concentrando 62,3% dos embarques, seguido por Bolívia, Uruguai, Argentina e Chile.

As importações, por outro lado, cresceram 251%, totalizando 26,3 milhões de litros. Os Estados Unidos lideraram as vendas para o Brasil, com 19,5 milhões de litros, o equivalente a 74,2% do volume importado.

Alemanha, Argentina, Uruguai e Espanha aparecem na sequência entre os principais fornecedores.

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