Plantação de arroz no Rio Grande do Sul: produção de arroz, um dos alimentos mais presentes na mesa do brasileiro, deve cair 13%, para 11,1 milhões de toneladas, segundo a Conab. (Nelson Almeida/AFP/Getty Images)
Repórter de agro e macroeconomia
Publicado em 14 de abril de 2026 às 09h52.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou de 353 para 356 milhões de toneladas a estimativa para a produção de grãos do Brasil em 2025/26. Se confirmado, o volume será 1,2% superior ao registrado no ciclo passado, renovando o recorde. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 14.
Segundo a Conab, o aumento é resultado do bom desempenho da soja, principal commodity do país, que deve atingir 179 milhões de toneladas. No levantamento a Conab diz que a redução das chuvas em março garantiu melhores condições de campo para o avanço da colheita, que já alcança 85,7% da área.
Mesmo com importantes estados produtores registrando desempenho médio inferior ao ciclo anterior, a produtividade da soja no país atingiu o melhor resultado da série histórica, projetada em 3.696 quilos por hectare nesta safra.
Para o milho, segunda cultura mais cultivada no país, a Conab estima uma produção total de 139,6 milhões de toneladas, queda de 1,1% em relação ao ciclo anterior. A produção de milho na primeira safra deve crescer, impulsionada pela expansão da área plantada, que alcança 4,1 milhões de hectares e pode resultar em até 28 milhões de toneladas.
Já na segunda safra, a expectativa é de colheita de 109,1 milhões de toneladas, uma redução de 3,6% frente à temporada 2024/25. O plantio está em fase final, com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento, da germinação à floração.
A produção de arroz, um dos alimentos mais presentes na mesa do brasileiro, deve cair 13%, para 11,1 milhões de toneladas. Segundo a Conab, o resultado é explicado principalmente pela redução de 13,1% na área plantada, além de condições climáticas menos favoráveis em algumas regiões produtoras.
Assim como o arroz, a produção de feijão também apresenta retração. O volume estimado é de 2,9 milhões de toneladas, queda de 5,2% em relação à safra anterior. Apesar disso, a produção segue suficiente para garantir o abastecimento interno.