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Lula diz que preços do arroz precisam baixar e que governo estuda isenção tributária para carnes

Dados divulgados pelo IBGE, mostram um aumento de 4,20% nos preços do arroz no IPCA-15

(Ricardo Stuckert / PR/ Flickr/Divulgação)
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 26 de junho de 2024 às 11h59.

Última atualização em 26 de junho de 2024 às 12h00.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, 26, que "os preços do arroz precisam baixar". "Por que eu tomei a atitude de importar 1 milhão de toneladas de arroz? Porque eu vi na prateleira do supermercado o arroz de cinco quilos a R$ 36, a R$ 33 e eu falei, não é possível. O pacote de cinco quilos tem que baixar, isso aqui tem que ser vendido a R$ 20, tem que ser vendido em um preço compatível", afirmou o presidente em entrevista concedida ao UOL .

Além do arroz, o presidente destacou que os preços da carne caíram e que o governo tem discutido com o setor produtivo possíveis saídas para diminuição de impostos do produto no bojo da reforma tributária.

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"Acho que você tem que separar. Mesmo na questão da carne, os empresários querem que você isente toda a carne. Eu acho que a gente tem que mediar porque tem carne que é consumida só por gente de padrão alto e tem carne que o povo consome. Você pode fazer a separação. Carne de frango; você não vai taxar frango, porque é o que o povo come todo dia. Pé de frango, pescoço de frango, peito de frango, a gente tem que ter um cuidado especial", disse Lula.

Desde o início das enchentes no Rio Grande do Sul, que é responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz, o governo tem defendido a importação do cereal para evitar que uma eventual alta de preços afete os consumidores. No entanto, no último dia 11, a Conab cancelou o leilão de arroz devido a supostas irregularidades. Além do cancelamento, o secretário de política agrícola, Neri Geller, foi demitido do cargo por estar no centro da polêmica envolvendo o leilão.

Na terça-feira, 25, o ministro de Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, confirmou  que fará a troca do diretor-executivo de Operações e Abastecimento da Conab, Thiago José dos Santos.

Cabia a Santos comandar a diretoria que operacionaliza e formula editais de pregões. Foi o setor responsável pelo edital do leilão de arroz, cancelado pelo governo por suspeitas de irregularidade.

Prévia dos preços do arroz em junho

Dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE, mostram um aumento de 4,20% nos preços do arroz no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). No indicador, que é uma prévia da inflação oficial do Brasil, o aumento do cereal foi um dos fatores que contribuíram para a elevação do grupo de Alimentação e Bebidas no indicador, de 0,22% para 1,13%.

Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS), as inundações recentes nas áreas produtoras do estado ocasionaram uma perda de 9% na produtividade do arroz. A estimativa inicial era de 8.325 kg/hectare, mas, com a colheita finalizada, o índice oficializado se estabelece em 7.600 kg/hectare.

Estimativa divulgada no dia 13 pelo IBGE aponta que o RS será responsável por 69,3% da produção de arroz nacional em 2024. Segundo o relatório, a produção nacional do cereal em 2024 será de 10,5 milhões de toneladas, dos quais 7,3 milhões produzidos em solo gaúcho (aumento de 2,6% no estado em relação a 2023).

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