O presidente dos EUA, Donald Trump (E), e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se ao chegarem para conversações na Base Aérea de Gimhae, localizada ao lado do Aeroporto Internacional de Gimhae, em Busan, em 30 de outubro de 2025. Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping buscarão uma trégua em sua contundente guerra comercial em 30 de outubro, com o presidente dos EUA prevendo uma "grande reunião", mas Pequim sendo mais cauteloso. (Foto de ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP) (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)
Agência
Publicado em 25 de junho de 2026 às 18h19.
Representantes da China e dos Estados Unidos realizaram consultas na Coreia do Sul para tratar de questões econômicas e comerciais. As negociações incluíram a ampliação da cooperação no setor agrícola e resultaram em avanços em áreas como laticínios e produtos de aquicultura, além de encaminhamentos para outras pendências.
A relação comercial no setor se apoia em cadeias consolidadas de soja, milho, algodão, carnes e derivados. A estrutura produtiva dos Estados Unidos, marcada por escala e mecanização, encontra no mercado chinês um destino relevante, impulsionado pelo aumento da renda e pela mudança no padrão de consumo.
O comércio agrícola também influencia diretamente o planejamento de produtores, empresas e cadeias logísticas nos dois países. Qualquer alteração em tarifas ou regras comerciais impacta custos, contratos e previsibilidade de fornecimento.
As tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos seguem como um dos principais pontos de tensão. Elas elevam custos e afetam o fluxo comercial, reduzindo a capacidade de expansão das trocas entre os dois mercados.
Apesar disso, as negociações indicam espaço para ajustes técnicos e ampliação de mecanismos de cooperação, incluindo temas como inspeção sanitária, acesso a mercados e segurança das cadeias de abastecimento.