Brasil lidera número de agtechs na América Latina e reforça transformação do agronegócio (Magnific/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 1 de julho de 2026 às 09h15.
Última atualização em 1 de julho de 2026 às 09h34.
O agronegócio brasileiro consolida sua posição como referência em inovação. Além de ser uma potência na produção de alimentos, o país concentra o maior número de agtechs da América Latina, evidenciando o avanço da transformação digital no campo.
Segundo o estudo Radar AgTech América Latina e Caribe, o Brasil reúne 2.075 das 2.656 agtechs mapeadas em 23 países da região, o equivalente a cerca de 78% do total. O resultado reflete um ecossistema impulsionado pela dimensão do agronegócio brasileiro, pela atuação de instituições de pesquisa e pelo amadurecimento do ambiente de inovação, que conecta startups, produtores, investidores e empresas do setor.
As agtechs desenvolvem soluções para praticamente toda a cadeia produtiva, incluindo agricultura de precisão, inteligência artificial, automação, monitoramento remoto, logística, crédito rural, rastreabilidade e gestão.
Na prática, essas tecnologias permitem integrar dados, otimizar processos, reduzir desperdícios e apoiar decisões estratégicas. Também contribuem para aumentar a eficiência operacional, melhorar a gestão de custos e atender às exigências de sustentabilidade e rastreabilidade dos mercados nacional e internacional.
O avanço da inovação também favorece a aproximação entre startups, cooperativas, agroindústrias e centros de pesquisa, acelerando o desenvolvimento de soluções voltadas aos desafios do setor.
Apesar da liderança regional, a expansão das tecnologias ainda depende da superação de desafios como a conectividade em áreas rurais, a integração entre plataformas digitais, a capacitação de profissionais e o acesso a investimentos para acelerar a adoção de novas soluções.
Ainda assim, o crescimento do ecossistema de agtechs reforça o protagonismo do Brasil na inovação aplicada ao agronegócio e aponta para um cenário em que tecnologia e gestão caminham cada vez mais integradas.
O avanço das agtechs mostra que inovação deixou de ser um diferencial para se tornar um dos pilares da competitividade do agronegócio. Por isso, discutir tendências, novas tecnologias e estratégias de gestão tornou-se fundamental para empresas do setor.
Esses temas estarão no centro do SuperAgro 2026, evento promovido pela Exame, que reunirá algumas das principais vozes do agronegócio para discutir como a inovação está redesenhando o setor e quais estratégias devem orientar os negócios nos próximos anos.