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2026/27: safra de laranja deve encolher 13% com clima adverso e bienalidade

Queda é explicada por fatores climáticos, bienalidade e aumento da queda prematura dos frutos, diz Fundecitrus

Segundo a projeção, a retração decorre da bienalidade — oscilação produtiva natural dos pomares entre um ano e outro —, da redução no número de frutos por árvore e do aumento da taxa de queda prematura. (Eduardo Girardi/Embrapa/Divulgação)

Segundo a projeção, a retração decorre da bienalidade — oscilação produtiva natural dos pomares entre um ano e outro —, da redução no número de frutos por árvore e do aumento da taxa de queda prematura. (Eduardo Girardi/Embrapa/Divulgação)

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 8 de maio de 2026 às 11h22.

A safra de laranja do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro — principal região produtora do país — deve registrar queda de 13% na temporada 2026/27 em relação ao ciclo anterior, somando 255,2 milhões de caixas de 40,8 quilos. A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira, 8, pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

Segundo a projeção, a retração decorre da bienalidade — oscilação produtiva natural dos pomares entre um ano e outro —, da redução no número de frutos por árvore e do aumento da taxa de queda prematura. Esses fatores superam os efeitos positivos do maior peso dos frutos e da ampliação do número de árvores produtivas no parque citrícola.

De acordo com o Fundecitrus, as condições climáticas e a possibilidade de irrigação tiveram papel determinante no perfil das floradas e no desempenho da produção.

“A estiagem em maio de 2025 provocou estresse hídrico nas plantas, posteriormente interrompido por irrigação nas regiões com maior proporção de áreas irrigadas, o que estimulou a primeira florada; ainda assim, o pegamento de parte dos frutos foi prejudicado por temperaturas acima da média em setembro”, informou a entidade.

Nas áreas menos irrigadas, a primeira florada foi mais limitada, impactada pelas temperaturas elevadas e pelo baixo volume de chuvas entre julho e setembro. A partir de outubro, o retorno das chuvas favoreceu a segunda florada, que predominou na safra como um todo.

Embora as altas temperaturas de dezembro tenham prejudicado os frutos dessa florada, as chuvas abundantes entre dezembro e março ajudaram a sustentar o pegamento e o desenvolvimento dos frutos.

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