Ciência

WhatsApp vira antídoto para picadas de cobra e outros bichos

Com 10 médicos e 8 biólogos, grupo no WhatsApp ajuda na identificação de animais que picam pacientes do hospital Vital Brazil


	Cobra: grupo com médicos e biólogos ajuda na identificação de animais que picam pacientes do hospital Vital Brazil
 (Instituto Butantan/Reprodução)

Cobra: grupo com médicos e biólogos ajuda na identificação de animais que picam pacientes do hospital Vital Brazil (Instituto Butantan/Reprodução)

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Da Redação

Publicado em 19 de março de 2015 às 17h50.

São Paulo - Cientistas do Instituto Butantan e do hospital Vital Brazil encontraram uma nova utilidade para o WhatsApp. Eles criaram um grupo que ajuda no atendimento de pacientes picados por cobras e outros animais.

Com 10 médicos e 8 biólogos, o grupo Identificadores funciona de maneira simples. Quando um paciente vítima de uma picada chega ao Vital Brazil, o plantonista do hospital fotografa o animal responsável pela picada e manda a foto para o grupo. 

Poucos minutos depois, os integrantes do grupo identificam o animal da foto para o plantonista. Com essa identificação, ele pode atender o paciente com o tipo de tratamento mais adequado.

"Caso a identificação por foto não seja possível, mandamos alguém da equipe até o local. Mas isso quase nunca acontece", afirmou em entrevista a EXAME.com Roberto Pinto Moraes. Ele é diretor do Laboratório Especial de Coleções Zoológicas do Butantan e administrador do grupo.

Tempo

O médico Carlos Roberto Medeiros é diretor do hospital Vital Brazil e participa do grupo Identificadores. Segundo ele, o tempo gasto pelos cientistas para identificar os animais nas fotos do grupo vem diminuindo. 

"No começo, essa identificação demorava de 3 a 6 minutos para acontecer. Hoje, há casos em que dizemos qual é o bicho em menos de um minuto", disse ele em entrevista a EXAME.com.

Segundo Medeiros, o número de picadas de certos tipos de animais é maior em determinadas épocas do ano em São Paulo. Esse é o caso das cobras (que picam mais entre outubro e abril, devido ao calor) e das aranhas armadeiras (que atacam mais entre maio e junho, quando estão em época de acasalamento).

O médico afirma que o uso de torniquetes (no caso de picadas de cobras) e a aplicação de produtos como café e pasta de dente (no caso de picadas de aranha) não são recomendados.

"Em caso de picadas, o ideal é lavar o local e procurar o posto de atendimento médico mais próximo", afirma ele.

Atendimento

O hospital Vital Brazil realiza atendimentos por telefone, por meio dos números (11) 3723-6969, (11) 2627-9529 e (11) 2627-9530.

Além disso, a instituição também recebe pacientes no seguinte endereço: avenida Vital Brasil, 1500, no bairro do Butantã, na zona oeste de São Paulo.

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