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Waymo fecha rodada de financiamento de US$ 16 bi com avaliação de US$ 110 bi

Startup de "robotáxis" da Alphabet atrai novos investidores e amplia disputa com a Tesla

Waymo, da dona do Google, é uma referência no ramo de robotáxis nos EUA (Caitlin O’Hara/Reuters)

Waymo, da dona do Google, é uma referência no ramo de robotáxis nos EUA (Caitlin O’Hara/Reuters)

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 15h29.

A Waymo, startup de veículos autônomos da Alphabet, dona do Google, está prestes a concluir uma rodada de financiamento de US$ 16 bilhões que vai elevar sua avaliação de mercado para US$ 110 bilhões.

A operação atraiu novos investidores e ocorre em meio aos planos de expansão global da startup e a concorrência com a Tesla, de Elon Musk, avaliada em US$ 420 bi.

Hoje considerada a principal referência de robotáxis nos Estados Unidos, a Waymo surgiu nos laboratórios X, unidade de projetos experimentais da Alphabet, que deve responder por mais de três quartos do valor levantado.

Entre os novos investidores estão a Dragoneer, empresa de capital de risco do Vale do Silício, e a Sequoia Capital, além da DST Global, de Yuri Milner. O atual investidor Andreessen Horowitz aumentará sua participação, enquanto o fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala, também já acionista, deve aportar centenas de milhões de dólares adicionais.

Segundo fontes próximas ao processo, a Waymo já gera mais de US$ 350 milhões por ano em receita recorrente anual, e a demanda pela rodada foi três vezes maior do que a oferta.

Em nota, a Waymo afirmou que não comenta detalhes financeiros, mas destacou sua trajetória operacional. "Com mais de 20 milhões de viagens concluídas, estamos focados na excelência operacional orientada para a segurança e na liderança tecnológica necessárias para atender à crescente demanda por mobilidade autônoma", disse a empresa.

Andreessen Horowitz, Dragoneer, DST, Mubadala e Sequoia não comentaram.

Liderança

A Waymo surgiu em 2009 como um projeto experimental no laboratório X do Google e foi desmembrada em 2016. Em outubro de 2024, a empresa levantou US$ 5,6 bilhões em uma rodada que a avaliou em mais de US$ 45 bilhões. Entre os principais investidores estavam Andreessen Horowitz, Silver Lake, Tiger Global e T. Rowe Price.

A startup se consolidou como líder do setor ao registrar mais de 125 milhões de milhas percorridas de forma totalmente autônoma em vias públicas dos EUA, com poucos incidentes registrados. A empresa afirma que espera atingir a marca de 1 milhão de viagens por semana ainda este ano.

Atualmente, o serviço opera em cidades como São Francisco, Los Angeles, Phoenix e Miami. A principal forma de pedir uma corrida é pelo aplicativo próprio da Waymo, mas a empresa também firmou parcerias com a Uber em mercados secundários, como Austin e Atlanta.

A Alphabet busca captar mais recursos para financiar a expansão doméstica, incluindo Nova York. Paralelamente, a Waymo iniciou testes internacionais no ano passado, em cidades como Londres e Tóquio.

A empresa também quer ampliar a frota para além dos SUVs Jaguar I-Pace. O modelo Hyundai Ioniq 5 e uma van maior fabricada pela chinesa Zeekr devem entrar para o catálogo, em uma estratégia busca reduzir custos operacionais à medida que o serviço escala.

Concorrência

O principal concorrente da Waymo é a Tesla. No ano passado, a montadora iniciou um serviço de robotáxi em Austin, no Texas, com o plano para alugar veículos já vendidos quando não estiverem em uso. A empresa também desenvolve o Cybercab, um veículo dedicado de dois lugares, sem volante, cuja produção está prevista para este ano.

A abordagem da Tesla é diferente: seus veículos utilizam apenas câmeras, sem sensores LiDAR, o que gera questionamentos recorrentes sobre segurança. A empresa perdeu um processo na Flórida e foi condenada a pagar US$ 243 milhões em indenizações após um acidente fatal com seu software de piloto automático.

Além disso, a tecnologia de "direção totalmente autônoma" da Tesla é classificada como nível dois, que atenção constante do motorista. O serviço de robotáxi em Austin ainda opera com um observador de segurança no carro ou em um veículo de apoio.

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