Twitter anuncia que cortará 8% de sua força de trabalho

O Twitter apontou que a reestruturação é "parte de um plano geral para se organizar em função das prioridades de produto da companhia e garantir eficiência"

Nova York - O Twitter informou que cortará até 336 postos de trabalho, ou 8% de sua força de trabalho global, no momento em que o serviço de mensagens breves continua a enfrentar dificuldade para crescer entre os usuários.

Em Wall Street, a ação da companhia subia 5,25%, às 10h55 (de Brasília), depois do anúncio.

Em comunicado ao regulador do mercado de ações dos EUA, o Twitter apontou que a reestruturação é "parte de um plano geral para se organizar em função das prioridades de produto da companhia e garantir eficiência".

Segundo o texto, a empresa espera gastar o dinheiro economizado em "suas mais importantes prioridades para impulsionar o crescimento".

O Twitter também apontou que espera que a receita e uma medida de lucro ajustado fiquem acima da margem superior da faixa prevista anteriormente para o terceiro trimestre.

As ações da companhia haviam recuado 20% nos últimos três meses, até o anúncio de hoje.

O cofundador Jack Dorsey foi nomeado executivo-chefe da empresa, voltando ao comando dela. Ao mesmo tempo, Dorsey permanecerá no comando de outra companhia que criou, o serviço de pagamentos Square Inc.

O Twitter enfrenta dificuldades para crescer mais entre os usuários. Investidores mostram-se preocupadas com a incapacidade da companhia para avançar sobre os chamados usuários médios da internet.

O Twitter disse que tinha 316 milhões de usuários ativos mensais até 30 de junho, mas o número cresceu apenas 2,6% ante o trimestre anterior.

Em 30 de junho, o Twitter tinha uma folha de pagamentos total de 4.100 pessoas, quase a metade delas engenheiros. Sua base de clientes estava em 316 milhões de usuários ativos ao mês.

Em comparação, o Facebook tem 10.995 empregados e quase 1,5 bilhão de usuários ativos.

Hoje, o Twitter anunciou que espera gastar entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões com os custos de demissão dos funcionários. A empresa continua a não gerar lucro, enquanto investe em novos centros de dados e em talentos.

Em julho, divulgou que teve prejuízo de US$ 136,7 milhões no segundo trimestre.

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