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TV disputa frequências de rádio com celulares 4G

Radiodifusores iniciam uma nova etapa de disputa por mais espectro para garantir a evolução da TV digital


	Criança assistindo TV: radiodifusores alegam que não haverá espaço para evolução tecnológica
 (Getty Images)

Criança assistindo TV: radiodifusores alegam que não haverá espaço para evolução tecnológica (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 20 de novembro de 2013 às 15h37.

São Paulo - Como já é certa a destinação da faixa de 700 MHz para a banda larga móvel, os radiodifusores agora iniciam uma nova etapa de disputa por mais espectro para garantir a evolução da TV digital, que caminha para tecnologias que proporcionam mais resolução, como as chamados 4k e 8k.

"A tecnologia evolui. Da forma como está, as emissoras vão morrer com ele (o padrão nipo-brasileiro de TV digital), porque não há espaço para evolução da TV digital. Como o LTE precisa de banda, a radiodifusão também precisa para a sua evolução", afirmou o presidente da Sociedade de Engenharia de Televisão (SET), Olímpio José Franco, em audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado.

A mesma preocupação foi manifestada pelo representante da Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), Fernando Ferreira. Segundo ele, certamente haverá demonstrações da tecnologia 4k durante a Copa do Mundo, mas o espectro destinado à radiodifusão não permite que elas implantem de fato o serviço. "Não temos previsão de 4k e 8k, que estão se iniciando no mundo. Não temos canais para isso", afirma ele. Ferreira sugere que o governo mantenha os canais de 7 a 13 do VHF com a radiodifusão, de modo a garantir espaço para a evolução tecnológica do serviço. Esses canais seriam devolvidos com a transição da TV analógica para a TV digital.

Para o presidente substituto da Anatel, Jarbas Valente, não dá pra dizer desde já que a radiodifusão ficará sem espaço para sua evolução. Isso porque o governo ainda precisa discutir de que forma serão usados os canais que estão sendo utilizados pela TV analógica: se serão usados para novas outorgas ou para aumentar a qualidade das transmissões, como querem os radiodifusores. "Que há espaço, há", garante.

A mensagem da secretária de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Patrícia Ávila, também foi de que há, sim, canais disponíveis para essa evolução. Segundo ela, há um boato de que o governo vai destinar os canais de 7 a 13 para a radiodifusão pública, mas "a gente nunca escreveu isso".

O representante da Abratel, André Felipe Seixas Trindade, observa, entretanto, que no trabalho de replanejamento que está sendo realizado pela Anatel, na maioria das cidades do estado de São Paulo os canais já outorgados ocuparam toda a faixa até o canal 51, "e isso inviabiliza a evolução tecnológica".

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