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Telegram: quando bloqueado na Rússia, app derrubou a internet do país

A estratégia do app para contornar banimentos é dividir seu acesso na infraestrutura de outros serviços importantes como Google Cloud e AWS

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Aplicativo Telegram: 200 milhões de usuários em todo o mundo (Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Aplicativo Telegram: 200 milhões de usuários em todo o mundo (Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

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André Lopes

Publicado em 18 de março de 2022, 16h54.

Última atualização em 18 de março de 2022, 17h15.

O aplicativo de mensagens Telegram foi banido do Brasil nesta sexta-feira, 18, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Mas o que a decisão ainda não mostrou é como o Telegram vai se posicionar frente ao bloqueio.

Em 2018, quando o app foi banido na Rússia, o serviço colocou em prática estratégias tecnológicas de evasão que frustraram o governo de Putin e acabaram por comprometer a internet do país por alguns dias.

A principal atitude, na ocasião, foi alocar o aplicativo em importantes serviços de armazenamento e computação em nuvem como Google e Amazon.

Assim, quando o governo da Rússia bloqueou o acesso, cerca de dois milhões de endereços de IP vinculados ao Amazon Web Services (conhecido pela sigla AWS) e o Google Cloud acabaram bloqueados. Por tabela, isso derrubou milhões de sites e serviços que dependiam dessas plataformas.

Na época, a ordem de bloqueio ao Telegram veio após o aplicativo se recusar a oferecer às autoridades locais uma “porta dos fundos” no aplicativo que permita acesso ao conteúdo trocado pelos seus usuários.

Após a decisão, o fundador do app Pavel Durov orientou seus usuários a não removerem ou reinstalarem o aplicativo, afirmando que o Telegram teria seus próprios meios de furar o bloqueio sem depender de nenhuma ação do público.

Diante dessa situação, o Telegram continou funcionando, sem que seus usuários precisassem de “gambiarras” como o uso de VPNs, também apontadas por Alexandre de Moraes no bloqueio de hoje.