Ciência

Rússia quer voltar à Lua, construir base e encontrar água

A ideia é enviar um robô para explorar o polo Sul da Lua, onde há regiões que ficam permanentemente no escuro e nunca foram visitadas


	Imagem de robô que faria primeira visita à Lua: missão seria o primeiro passo de um novo programa espacial
 (Divulgação)

Imagem de robô que faria primeira visita à Lua: missão seria o primeiro passo de um novo programa espacial (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 22 de outubro de 2015 às 07h47.

São Paulo - O projeto, que se chama Luna 27, está sendo proposto pela Roscosmos e pela ESA, as agências espaciais russa e europeia - cujo objetivo é voltar à Lua daqui a cinco anos, em 2020.

A ideia é enviar um robô para explorar o polo Sul da Lua, onde há regiões que ficam permanentemente no escuro e nunca foram visitadas. Lá as temperaturas são extremamente baixas, o que talvez favoreça a presença de água congelada.

A missão seria o primeiro passo de um novo programa espacial, que poderá incluir missões tripuladas e até a montagem de uma base lunar permanente, que a ESA gostaria de construir no lado oculto da Lua (nunca visível da Terra).

Além de misterioso, o lado oculto da Lua também é cientificamente relevante - seria ideal para a instalação de um telescópio, por exemplo.

Em se concretizando, a nova missão será a primeira ida russa à Lua em 40 anos - a última vez foi em 1976, quando a URSS realizou uma missão lunar não-tripulada pela última vez.

Ao contrário dos EUA, os soviéticos nunca pisaram na Lua. Mas foram os primeiros a enviar uma sonda até ela -na missão Luna 2, de 1959-, e os primeiros a enviar um rover (robô com rodas, como os dois que os EUA mantêm hoje em Marte): o Lunokhod 1, em 1970.

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