Ciência

Rio de Janeiro ganha laboratório de nanotecnologia

Labnano apoiará projetos de pesquisa na área conduzidos por instituições de pesquisa públicas e privadas, além de empresas

Labnano (Vanessa Mebus/CBPF)

Labnano (Vanessa Mebus/CBPF)

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Da Redação

Publicado em 30 de dezembro de 2010 às 09h22.

São Paulo - As pesquisas em materiais e dispositivos nanométricos, como os usados em sensores e circuitos eletrônicos, acabam de ganhar um reforço no Rio de Janeiro. Foi instalado no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT) o Laboratório Multiusuário de Nanociência e Nanotecnologia (Labnano).

De acordo com o CBPF, o novo laboratório é o primeiro da região concebido e preparado para atender a demandas em nanotecnologia provenientes de centros de pesquisa públicos e privados e também de empresas.

Deverá impulsionar as pesquisas na área de materiais nanoestruturados, com ênfase na produção de estruturas em escala nanométrica (bilionésima parte do metro), tais como sensores para aplicação em imageamento térmico e para diagnósticos médicos, entre outras finalidades.

A perspectiva é que o Labnano possa apoiar projetos desenvolvidos por grupos de pesquisa das instituições parceiras no empreendimento. Entre elas estão, além do CBPF, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a Universidade Federal Fluminense, o Instituto Militar de Engenharia e a Universidade Federal do Espírito Santo.

O novo laboratório, que deverá estar em plena atividade até fevereiro de 2011, também poderá ser utilizado por grupos de pesquisa de outras regiões e prestar serviços para empresas atuantes na área.

Os investimentos para construção do Labnano somaram cerca de R$ 7 milhões e financiaram, além da obra, a infraestrutura de nanofabricação e caracterização de amostras, que conta com microscópio eletrônico de varredura, sistema de nanolitografia por feixe de elétrons e microscópio eletrônico de transmissão.

A equipe de pesquisadores do CBPF estima que o laboratório atenderá a mais de cem projetos de pesquisa por ano.

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