Qintess e Vale do Dendê se unem para fomentar diversidade nas startups

Empresa de tecnologia vai investir R$ 10 milhões para iniciativas que aumentem a presença de negros no mercado de tecnologia

A Qintess vai investir 10 milhões de reais nos próximos cinco anos em iniciativas voltadas para apoiar o empreendedorismo e a diversidade no Brasil. O dinheiro será destinado para diferentes organizações que atuam com este propósito. A primeira delas será a Vale do Dendê, conforme antecipado pela revista EXAME.

O acordo entre a empresa e a aceleradora que atua com mais presença na Região Nordeste foi finalizado no dia 10 de julho. “A escolha da Vale do Dendê como parceira estratégica se deu por causa da grande experiência da organização em apoiar empreendedores das periferias e por ser uma referência de fomento a negócios de impacto social”, informou a Qintess por nota.

Idealizada na capital baiana pelo empresário Paulo Rogério, a Vale do Dendê busca auxiliar um tipo de empreendedor muitas vezes menosprezado pelo mercado. “É um programa voltado para o público de periferia”, diz. “Não vamos buscar o empreendedor que frequentou universidades americanas e que fala dois idiomas. Buscamos quem está fora do radar dos investidores.”

A organização que atua como um centro de inovação existe desde 2017 e já contribuiu com mais de 90 startups nos últimos dois anos. O valor investido na forma de capital semente, na casa das dezenas de milhares de reais, está longe de fazer frente ao montante investido por fundos de capital de risco. Mas já é um passo inicial para quem ainda busca o primeiro apoio financeiro.

A parceria da Qintess permitirá que a organização consiga investir um valor maior e em mais negócios ao longo dos próximos cinco anos. O Vale do Dendê vai receber apenas uma parte dos 10 milhões de reais que serão alocados na iniciativa e que irão direto para um fundo de investimento em startups e para projetos de capacitação tecnológica de jovens de periferias.

Para Nana Baffour, diretor executivo da Qintess, o investimento representa mais do que simplesmente uma ajuda financeira disponibilizada por uma empresa já consolidada no mercado. “Não adianta só falar, é preciso que executivos de empresas tomem ações concretas”, afirma Baffour, que nasceu em Gana e se mudou para o Brasil em 2011. A expectativa do executivo é que outros empresários façam a mesma coisa.

Além de apoiar o afroempreendedorismo, a ideia da Qintess é aumentar o número de pessoas com deficiência, de profissionais LGBTI+ ou que morem em regiões periféricas na área da tecnologia. O projeto busca auxiliar essas pessoas a montar suas próprias startups ou fomentar a educação em temas ligados com tecnologia.

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