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Projeto do Canadá quer acompanhar tráfego de dados do BlackBerry

Toronto - Cientistas de computação no Canadá lançaram um projeto para acompanhar tráfego de dados do BlackBerry na rede codificada da Research In Motion, com base em países que conseguiram maior acesso às informações. Os Emirados Árabes Unidos informaram este mês que resolveram uma disputa com a RIM, mas não deram detalhes sobre o acordo. […]

Sede da RIM, no Canadá: Emirados Árabes resolveram uma disputa com a empresa (Simon Hayter/Getty Images)

Sede da RIM, no Canadá: Emirados Árabes resolveram uma disputa com a empresa (Simon Hayter/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 22 de outubro de 2010 às 11h07.

Toronto - Cientistas de computação no Canadá lançaram um projeto para acompanhar tráfego de dados do BlackBerry na rede codificada da Research In Motion, com base em países que conseguiram maior acesso às informações.

Os Emirados Árabes Unidos informaram este mês que resolveram uma disputa com a RIM, mas não deram detalhes sobre o acordo. Enquanto isso, uma fonte informou em agosto que a RIM deu à Arábia Saudita códigos para permitir que autoridades vistoriem o serviço de mensagens instantâneas do aparelho.

A RIM também deu acesso ampliado às autoridades na Índia ao seu serviço de mensagens instantâneas, mas continua negociando sobre os dados codificados enviados pelo servidores da RIM.

O projeto, chamado RIM Check, está sendo conduzido pelo Laboratório de Cidadania da Universidade de Toronto e pelo grupo de pesquisa canadense SevDev Group.

O projeto é "inspirado em uma grande necessidade de se monitorar as atividades dos atores do setor privado que operam no ciberespaço", afirma o laboratório em seu site. "Particularmente no momento em que eles estão sob crescente pressão para cooperar com governos sobre vigilância nacional e leis de censura."

A RIM normalmente nega comentar acordos com países específicos, mas disse que não pode acessar os dados de empresas e que não vai alterar a arquitetura de segurança de seus serviços corporativos.

Tráfego de dados transmitidos por celulares de rivais como Apple e Nokia podem ser mais facilmente acessados pela rede de uma operadora.

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