YouTube: plataforma de vídeos amplia presença no mercado com expansão para outros setores de entretenimento (CFOTO/Future Publishing/Getty Images)
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Publicado em 13 de março de 2026 às 11h36.
O YouTube liderou 2025 como a empresa do ramo de entretenimento com a maior receita do ano, informou a empresa de pesquisa MoffetNathanson. A plataforma de vídeos curtos que faz parte do ecossistema da Alphabet registrou US$ 62 bilhões em receita ao longo do ano passado, transformando a marca do Google em um produto mais valioso do que as iniciativas audiovisuais da The Walt Disney Company.
Para efeitos de comparação, a divisão de conteúdo da Disney teve uma receita de US$ 60,9 bilhões no mesmo período. O novo posicionamento do YouTube fez com que sua avaliação de mercado ficasse entre US$ 500 bilhões e US$ 560 bilhões, números superiores aos da Netflix, que obteve um valor de mercado de US$ 409 bilhões na análise mais recente.
Já em relação à aderência de usuários, a plataforma de vídeos atingiu 2,5 bilhões de indivíduos cadastrados. A procura por criadores de conteúdo ao vivo, os streamers, também aumentou: o YouTube teve audiência de lives superior aos números de gigantes como a Twitch. Em março do ano passado, a plataforma já estava sendo considerada como o "rei de todas as mídias" por analistas da consultoria que fez a pesquisa.
Os serviços de assinatura foram um dos pontos altos da marca para 2025. Conforme a análise de mercado, o YouTube TV, divisão voltada para canais de filmes e séries, atraiu 10 milhões de usuários pagantes; os números para YouTube Premium e YouTube Music também foram considerados expressivos para o crescimento dos pacotes pagos da empresa.
Mesmo com o crescente interesse em assinaturas que inibem a reprodução de anúncios em vídeos curtos ou longos, a receita oriunda dos intervalos comerciais do YouTube em 2025 foi US$ 40 bilhões. O modelo que mescla vídeos com foco em criação de conteúdo e expansão para filmes, séries e televisão tem sido um ponto de virada para a plataforma, que também ampliará os reforços financeiros para inteligência artificial.