Mundo

Irã anuncia uso inédito de míssil Sejil, de 23 toneladas, contra Israel

Aparato tem alcance de até 2.000 km e tem 20 metros de comprimento

Publicado em 15 de março de 2026 às 15h32.

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) anunciou neste domingo, 15, o uso, pela primeira vez, do míssil balístico de combustível sólido 'Sejil' em uma nova onda de ataques contra alvos militares em Israel, segundo um comunicado divulgado pela agência de notícias "Mehr".

O 'Sejil', com alcance de até 2 mil quilômetros, cerca de 20 metros de comprimento, 23 toneladas e ogivas de 500 a 1.000 quilos, permite lançamentos rápidos a partir de plataformas móveis e foi testado com sucesso em 2009.

Este projétil foi empregado na 54ª onda de ataques junto com os mísseis 'Khorramshahr' (com ogivas de duas toneladas), 'Kheibar Shekan', 'Qadr' e 'Emad' contra centros de controle aéreo, indústrias militares e concentrações de tropas israelenses, detalhou a nota.

Nova onda de ataques

A IRGC lançou neste domingo, antes do ataque com o míssil 'Sejil', outra onda de bombardeios com dez mísseis balísticos e drones contra centros de comando americanos e alvos israelenses no Oriente Médio, incluindo os Emirados Árabes Unidos (EAU).

Ainda hoje, a IRGC ameaçou assassinar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e afirmou que "o perseguirá sem descanso" para alcançar esse objetivo, enquanto Israel anunciou uma nova onda de bombardeios contra alvos no oeste do Irã.

Hoje mesmo, o ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Sa'ar, afirmou que a ofensiva contra o Irã durará até que sejam eliminadas as "ameaças existenciais" que o país representa. A declaração foi feita durante uma visita à aldeia árabe de Zarzir, no norte de Israel, onde na última sexta-feira um míssil iraniano deixou 58 feridos leves.

Com EFE.

Acompanhe tudo sobre:Oriente MédioIsrael

Mais de Mundo

Como funciona o bloqueio naval americano em Ormuz?

A maior desigualdade da China: os aposentados que trabalham no campo

Quais países têm leis contra homossexualidade

Negociações com Irã são 'cozinha lenta', não fast-food, diz especialista