Ciência

Programa de internet veloz entre satélites gera expectativa

O programa, no qual foram investidos 500 milhões de euros, será oficialmente inaugurado assim que entrar em órbita o satélite EDRS-A


	Satélite: sua posição em órbita facilitará também o envio de até 50 terabytes de dados à Terra por dia quase em tempo real
 (Wikimedia/Domínio Público)

Satélite: sua posição em órbita facilitará também o envio de até 50 terabytes de dados à Terra por dia quase em tempo real (Wikimedia/Domínio Público)

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Da Redação

Publicado em 15 de janeiro de 2016 às 12h23.

Paris - A Agência Espacial Europeia (ESA) e o grupo Airbus Defence and Space confirmaram nesta sexta-feira o lançamento, no próximo dia 28, do programa SpaceDataHighway, que proporcionará comunicações laser de alta velocidade no espaço, com 1,8 gigabytes de dados por segundo.

O programa, no qual foram investidos 500 milhões de euros, será oficialmente inaugurado assim que entrar em órbita o satélite EDRS-A, que será lançado desde a base russa de Baikonour, em território cazaque, a bordo de um foguete Proton.

Esse programa permitirá transmitir imagens, vídeos e dados captados por sensores procedentes de satélites de observação da Terra, veículos aéreos não-tripulados, aviões de vigilância e inclusive a Estação Espacial Internacional (ISS), precisou a ESA em comunicado .

Sua posição em órbita facilitará também o envio de até 50 terabytes de dados à Terra por dia quase em tempo real, um avanço frente às três ou quatro horas que demora atualmente.

"SpaceDataHighway é o equivalente à fibra óptica no espaço. Revolucionará as comunicações de satélites e veículos aéreos não-tripulados e contribuirá para que a indústria espacial europeia se mantenha na vanguarda dos serviços tecnológicos e inovadores", declarou o diretor de Comunicações, Inteligência e Segurança de Airbus Defence and Space, Evert Dudok.

O primeiro dos satélites, que será operado pela Eutesat e dará cobertura à Europa, África, América Latina, Oriente Médio e a costa nordeste dos Estados Unidos, será seguido de um segundo dispositivo que será enviado ao espaço em 2017 para garantir sua redundância e ampliar sua cobertura.

Está previsto que a partir de 2020 um terceiro módulo proporcione cobertura global a um sistema cujo primeiro cliente será a Comissão Europeia, através dos quatro satélites de observação da Terra já em órbita.

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