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Presidente da Vivo considera WhatsApp uma "operadora pirata"

Executivo argumenta que WhatsApp não paga taxa à Anatel

WhatsApp Pirata (Reprodução/Montagem)

WhatsApp Pirata (Reprodução/Montagem)

Lucas Agrela

Lucas Agrela

Publicado em 6 de agosto de 2015 às 12h50.

Amos Genish, presidente da operadora Vivo, acredita que o aplicativo de mensagens WhatsApp e o recurso de chamadas de voz por IP do Facebook agem na ilegalidade e compõem uma "operadora pirata".

"O WhatsApp é bem mais perigoso que o Netflix, é uma ameaça que precisamos entender melhor", declarou Genish, na última terça-feira (4), no Congresso ABTA 2015. "É pirataria no pior sentido, é um operador na Califórnia, usando nossos números e clientes e sem obrigações regulatórias, jurídicas e fiscais", diz o presidente da Vivo, que não aprova a prática de criar serviços que são baseados no serviço oferecido pela operadora (modelo de negócio chamado de over-the-top), no caso, os números de celular da Vivo e a internet móvel.

A principal queixa do executivo está no fato de que a Vivo precisa pagar 4 bilhões de reais por ano à Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações), valor cobrado pela Anatel, enquanto empresas como WhatsApp e Facebook não gastam esse montante nesse tipo de taxa.

Com essa visão sobre o aplicativo, Genish afirmou que não tem intenção de fazer uma parceria para não cobrar pela troca de mensagens por WhatsApp, como fez a concorrente TIM. 

O presidente da Vivo disse que ainda é cedo para medir o impacto do lançamento do recurso que permite fazer ligações por meio do WhatsApp. No entanto, dados da Teleco mostram que o serviço causou queda no uso do celular para chamadas de voz.

Fonte: Teletime

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