Precisa fazer as unhas? Robôs prometem fazer o papel de manicure

Três start-ups nos EUA trabalham em dispositivos para evitar acidentes e evitar erros nas unhas

NOVA YORK - Já imaginou um robô fazendo suas , como uma manicure? Pois é nisso que estão trabalhando três startups americanas, para adiantar a vida das mulheres no salão de beleza. As empresas Clockwork, Coral e Nimble desenvolveram tecnologias distintas e diferentes modelos de negócios para oferecer às clientes uma mudança de cor rápida em suas mãos.

Uma das start-ups, pelo menos, teve uma origem divertida. A namorada de Omri Moran, da Nimble, chegou atrasada para um encontro com ele. Motivo: as unhas estavam horríveis, fruto de uma manicure desastrada. Logo, ele começou a imaginar uma abordagem robótica para manicure e passou a trabalhar em sua ideia, que se transformou na empresa em que trabalha atualmente. O conceito, no qual duas outras start-ups estão trabalhando separadamente, busca oferecer uma maneira simples de pintar as unhas à prova de falhas.

Braços robóticos

A tecnologia incorpora um tipo de hardware — como um braço robótico — para pintar as unhas, com software que depende do aprendizado de máquina para distinguir uma unha da pele ao seu redor. Cada empresa usa uma abordagem diferente, mas depende essencialmente da digitalização de milhares de formas de unhas para criar um banco de dados.

As câmeras dentro dos aparelhos tiram fotos das unhas de cada usuária, um processo que se repete cada vez que uma manicure é feita, inclusive na mesma pessoa.

Os dispositivos ainda estão sendo testados e alterados antes de sua estreia no mercado. E nenhuma das três companhias está oferecendo uma manicure completa de salão, com modelagem e polimento. Ainda assim, eles podem competir com o crescente mercado de cuidados com as unhas.

Mercado bilionário

Como setor de mercado, a manicure é uma meta que vale a pena perseguir. As estimativas apontam o mercado de cuidados com as unhas em cerca de US$ 10 bilhões, e ele pode chegar a US $ 11,6 bilhões em 2027. Os investidores consideraram a alternativa atraente. Julie Bornstein, fundadora do aplicativo de compras The Yes, investiu na Clockwork, comentando que "eu mesma não gosto de passar 40 minutos no salão de beleza”.

A Clockwork é a primeira a chegar ao mercado americana de forma limitada. Na sexta-feira passada, a empresa abriu um quiosque de teste em uma loja no bairro Marina, de São Francisco. Os clientes pagarão US $ 7,99 para testar o dispositivo, que é um pouco maior do que um micro-ondas. Em vez de usar um braço robótico, sua máquina se vale de uma espécie de cavalete móvel.

A Clockwork garantiu US$ 3,2 milhões em sua primeira rodada de financiamento, enquanto a Coral obteve US$ 4,3 milhões.

A Nimble trabalha com inteligência artificial e um braço robótico para oferecer manicure simples de 10 minutos em um dispositivo do tamanho de uma torradeira. A empresa fez uma campanha no Kickstarter e conseguiu US$ 10 milhões em financiamento inicial.

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