Ciência

Planta pode ter a flor mais antiga já conhecida

Cientistas encontraram a planta com a flor que pode ser a mais antiga que se tem notícia, com idade entre 125 e 130 milhões de anos

Fóssil de flor analisada pelo paleobotânico David Dilcher, da Universidade de Indiana (David Dilcher/AFP)

Fóssil de flor analisada pelo paleobotânico David Dilcher, da Universidade de Indiana (David Dilcher/AFP)

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Da Redação

Publicado em 17 de agosto de 2015 às 21h31.

Washington - Ela crescia debaixo d'água onde agora fica a Europa moderna, não tinha pétalas e dava uma única semente.

Segundo cientistas, que estimam sua idade entre 125 e 130 milhões de anos, pode ser a planta com flor mais antiga de que se tem notícia.

Mais de mil fósseis da planta denominada "Montsechia vidalii" foram analisados cuidadosamente para este estudo, publicado nesta segunda-feira pela Academia de Ciências dos Estados Unidos (PNAS), e que parece tirar o título de uma planta chinesa, que até agora era considerada uma das mais antigas.

"Isso de 'primeira flor' é tecnicamente um mito, como o 'primeiro humano'", disse o paleobotânico David Dilcher, principal autor do estudo. "Mas com base nesta nova análise, sabemos que a Montsechia é contemporânea, inclusive mais antiga, do que a Archaefructus (sinensis)", uma planta aquática similar, encontrada na China.

Os cientistas conhecem há tempos a "Montsechia vidalii", que crescia abundantemente em lagos de água doce. Seus fósseis foram encontrados há mais de um século nos depósitos de calcário da cadeia Ibérica, no centro da Espanha, e nos Pirineus, perto da fronteira com a França.

Mas, segundo Dilcher, muitos fósseis foram mal-interpretados porque a Montsechia "não tem 'partes de flor' óbvias, como pétalas ou estruturas de produção de néctar para atrair insetos e vive todo o seu ciclo debaixo d'água".

A planta contém uma única semente, que é a característica dominante de uma planta que floresce ou planta angiosperma.

"A reinterpretação destes fósseis dá uma nova perspectiva fascinante sobre um grande mistério da biologia das plantas", avaliou, por sua vez, Donald Les, professor de ecologia e de biologia evolutiva da Universidade de Connecticut, que comentou o trabalho na publicação.

Ele acrescentou que o trabalho "representa uma contribuição importante à contínua busca para decifrar os eventos ecológicos e de evolução que acompanharam o crescimento das plantas com flor até seu protagonismo global".

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