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Pioneiro do bitcoin é congelado após a morte

Seu sangue e outros fluidos foram removidos e substituídos por uma substância chamada M-22, que se acredita ser capaz de prevenir morte celular

Bitcoin: Hal Finney, um dos primeiros usuários a aderirem à moeda virtual, morreu após lutar por cinco anos contra a esclerose lateral amiotrófica (ELA) - a doença do desafio do balde de gelo (zcopley/Flickr)
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Da Redação

Publicado em 4 de setembro de 2014 às 06h27.

São Paulo - Morrer e depois se congelar para ressuscitar no futuro é um dos temas mais comuns da ficção científica. Entretanto, um pioneiro do bitcoin acabou de passar por esse processo.

Hal Finney, um dos primeiros usuários a aderirem à moeda virtual, logo após sua invenção por Satoshi Nakamoto, morreu na última quinta-feira, 28, após passar cinco anos lutando com a esclerose lateral amiotrófica (ELA) - a doença do desafio do balde de gelo.

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Depois de morto, o corpo de Finney (que se tornou conhecido por ser um dos principais desenvolvedores do sistema de criptografia PGP) foi transportado até a sede da Alcor Life Extension Foundation; até o final daquele dia, seu sangue e outros fluidos corporais foram removidos de seu corpo e substituídos por uma substância chamada M-22, que a empresa acredita ser capaz de prevenir que suas células se destruam após serem congeladas.

Após a substituição, o corpo de Finney passou ser armazenado a -195ºC dentro de um tanque de alumínio, envolto por nitrogênio líquido. "É lá que ele vai ficar até que nós tenhamos tecnologia suficiente para tratar o que o matou. Aí, poderemos trazê-lo de volta à vida, feliz e inteiro", diz Max More, diretor da Alcor e amigo de Finney há tempos, em entrevista à revista Wired.

A ciência, entretanto, não garante que o congelamento seja capaz de ressuscitar um homem - e muitos cientistas consideram a ideia impossível. A ideia é esperar para ver.

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