Ciência

Nave espacial da Nasa explode ao encerrar missão em Mercúrio

A Messenger encerrou seu estudo de quatro anos sobre Mercúrio hoje, ao colidir com a superfície do planeta

Nave espacial Messenger, da Nasa, em imagem artística de divulgação (Nasa/Reuters)

Nave espacial Messenger, da Nasa, em imagem artística de divulgação (Nasa/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 30 de abril de 2015 às 23h26.

Cabo Canaveral - A nave espacial Messenger, pioneira da Nasa, encerrou seu estudo de quatro anos sobre Mercúrio nesta quinta-feira ao colidir com a superfície do planeta, disseram cientistas.

Os controladores de voo no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, estimaram mais cedo que a Messenger, viajando a mais de 14 mil quilômetros por hora, bateu no chão perto do polo norte de Mercúrio às 16h26 (horário de Brasília).

A Messenger, que tinha combustível apenas para as manobras, lutou contra o impulso para baixo da gravidade do sol até que impactou a superfície do planeta. A espaçonave provavelmente deixou uma cratera de 16 metros em Mercúrio.

Durante suas últimas semanas em órbita, a Messenger enviou mais detalhes sobre o planeta, que tem manchas de gelo dentro de algumas de suas crateras, apesar de estar duas vezes mais perto do sol do que a Terra.

"Temos nos concentrado em obter o máximo de dados da superfície", disse o pesquisador-chefe Sean Solomon, da Universidade de Columbia, em Nova York, por e-mail. "Teremos anos para pensar sobre o significado das medições." A Messenger fez os primeiros estudos mais detalhados de Mercúrio quando a sonda Mariner 10, da Nasa, voou pelo planeta três vezes em meados dos anos 1970. Chegou a Mercúrio em 2011, depois de uma viagem tortuosa de seis anos.

Durante suas 4.104 órbitas de Mercúrio, a Messenger fez detecções surpreendentes de potássio, enxofre e outros compostos voláteis na superfície do planeta que supostamente deveria ter evaporado devido à temperatura elevada.

A temperatura média da superfície de Mercúrio é de 167 graus Celsius, chegando a atingir 427 graus Celsius durante o dia.

A Messenger também confirmou a existência de gelo e outros materiais, possivelmente até orgânicos à base de carbono, na base das crateras onde a luz solar nunca brilha. Durante seus dias finais, a Messenger tentou espiar diretamente o fundo de crateras específicas, disse Solomon.

A espaçonave também encontrou evidências de atividade vulcânica passada e afirma que o planeta denso e que está encolhendo tem um núcleo de ferro líquido.

"É impressionante tudo o que conseguimos", afirmou a cientista da Messenger, Deborah Domingue, do Instituto de Ciências Planetárias, em Tucson, no Arizona, em comunicado. "Há uma sensação de satisfação." A Europa e o Japão estão se associando para realizar uma missão de acompanhamento de Mercúrio chamada BepiColombo, que deve ser lançada em 2017.

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