São Paulo - Um novo software criado pela NASA promete transformar qualquer pessoa em um caçador de asteroide. Batizada de Asteroid Data Hunter (ADH), a novidade foi anunciada ontem.
Basicamente, o que o ADH faz é comparar várias fotos tiradas de uma mesma parte do céu. O software localiza possíveis asteroides identificando pontos que mudem de posição nas diferentes imagens e não tenham sido nunca antes catalogados.
Disponível para download gratuito, o ADH é compatível com desktops e laptops e consegue analisar fotos feitas por astrônomos amadores. O software é fruto de uma parceria da NASA com a empresa americana Planetary Resources.
A ideia é que asteroides descobertos com a ajuda do ADH sejam catalogados pelo Minor Planet Center, órgão ligado à universidade de Harvard.
A expectativa dos cientistas é que o número de asteroides identificados por astrônomos amadores aumente com a nova ferramenta.
"Este aumento no conhecimento vai ajudar a avaliar de forma mais rápida quais asteroides são potenciais ameaças", afirmou o presidente da Planetary Resources Chris Lewicki em nota divulgada no site da NASA.
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1. Asteroide com anéis
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1/6 (Divulgação)
São Paulo - Um grupo de pesquisadores brasileiros descobriu a existência de anéis em volta de um distante asteroide chamado Chariklo, em nosso Sistema Solar. Segundo nota divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), ainda não se sabe a origem dos dois anéis – batizados de Oiapoque e Chuí – que cercam o asteroide, mas podem ser “resultado de uma colisão que criou um disco de detritos”. O asteroide que tem menos de 260 quilômetros de diâmetro é o maior corpo dentro do Cinturão de Centauros e orbita o Sol entre Saturno e Urano. A dupla de anéis que o envolve fica a 19 quilômetros de distância do próprio asteroide, e são separados entre si por um vão de 8 quilômetros.
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2. Lua própria
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2/6 (Reprodução)
Cientistas da NASA, a agência espacial americana, já descobriram que o asteroide 1998 QE2 tem sua própria lua. O asteroide tem 2,7 quilômetros de diâmetro, enquanto seu satélite tem 600 metros de diâmetro. Imagens feitas pelo Observatório Goldstone, localizado no Deserto de Mojave, na Califórnia (EUA), revelam que esse asteroide faz parte de um sistema binário, ou seja, formado por dois objetos que se orbitam mutuamente.
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3. Asteroide com água
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3/6 (Mark A. Garlick/AFP)
Um grupo de cientistas descobriu os restos de um asteroide rico em água fora do sistema solar. O asteroide, que pode ter sido um planeta anão, se formou com 26% de água. Em comparação, a Terra é muito seca, pois a água representa apenas 0,02% de sua massa. Até então os cientistas nunca tinham encontrado água em um corpo rochoso fora do nosso sistema solar, um elementos-chave para que um planeta seja habitável. Portanto, este é um indício de que a vida poderia ser possível em outros planetas.
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4. Montanha
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4/6 (NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA/PSI)
O asteroide gigante Vesta possui uma montanha com quase três vezes o tamanho do monte Everest. No polo sul do corpo, o morro alcança mais de 22 quilômetros acima da superfície média ao seu redor. Com 530 quilômetros de diâmetro, o Vesta é o segundo maior objeto do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter e, acredita-se, é a fonte de muitos meteoritos que caem na Terra. Para efeito de comparação, a Lua possui 3.478 quilômetros de diâmetro.
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5. Amendoim
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5/6 (AFP/JAXA)
O asteroide Itokawa tem o curioso formato de um amendoim, é composto de duas partes com densidades diferentes. Além da aparência, astrônomos no Chile conseguiram evidências sobre a sua variada estrutura interna, um feito que ajudará a compreender os corpos rochosos do sistema solar e reduzir o risco de colisões com a Terra. A visão do interior do asteroide gerou muita especulação quanto à sua formação. Há a hipótese de que o asteroide tenha se formado a partir de dois componentes de um asteroide duplo, depois que eles se chocaram e se fundiram.
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6. Veja agora 12 fenômenos incríveis da Terra vistos do espaço
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6/6 (Divulgação/ESA/NASA)