ganímedes (Divulgação/Nasa)
Da Redação
Publicado em 13 de março de 2015 às 05h47.
O telescópio Hubble descobriu que a Ganímedes, maior lua do Sistema Solar, esconde um oceano sob sua superfície.
Cientistas cogitavam desde os anos 1970 a hipótese do satélite na órbita de Júpiter ter um oceano. Até agora, o único indício havia sido coletado durante breves rasantes feitos pela sonda Galileu, no começo dos anos 2000. Mas as provas encontradas não foram conclusivas.
Com o Hubble, os cientistas conseguiram registrar sete horas de informações sobre a lua. A maior parte desse tempo foi gasta estudando a aurora vista na atmosfera do satélite.
Uma aurora é resultado da reflexão da luz nas partículas carregadas que interagem com a atmosfera. Apesar de sua ocorrência não ser condicionada a existência de um oceano, grandes concentrações de água mudam o comportamento da aurora.
Se não existisse um oceano em Ganímedes, a aurora iria flutuar a 6º da circunferência da Lua. Mas, segundo o Hubble, a aurora da lua de Júpiter se movia a 2º.
Além de ser a maior Lua do sistema solar, Ganímedes é a única lua com seu próprio campo magnético, gerado por seu núcleo de ferro derretido, semelhante à terra. A atmosfera do satélite também é rica em oxigênio.
Ótimas condições para vida se desenvolver, certo? Ainda não. O oceano provavelmente está a 300 quilômetros abaixo da superfície, protegido por imensas camadas de gelo.
A Agência Espacial Europeia, porém, planeja enviar uma missão para Júpiter na década de 2020. E Ganímedes, além de outras duas do planeta que possuem água, será uma das paradas da sonda JUICE.