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Trump envia carta ao Congresso afirmando que guerra contra o Irã foi "concluída", diz site

Impasse nas tratativas nucleares com o Irã amplia riscos econômicos e políticos para os Estados Unidos

Donald Trump critica proposta iraniana e diz estar “insatisfeito” com negociações: presidente dos Estados Unidos oscila entre pressão militar e busca por acordo diplomático (Brendan Smialowski/AFP)

Donald Trump critica proposta iraniana e diz estar “insatisfeito” com negociações: presidente dos Estados Unidos oscila entre pressão militar e busca por acordo diplomático (Brendan Smialowski/AFP)

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 1 de maio de 2026 às 20h22.

Última atualização em 1 de maio de 2026 às 20h43.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou nesta sexta-feira, 1º — data em que expiraria o prazo para solicitar autorização ao Congresso para manter as tropas mobilizadas no Oriente Médio — uma carta aos congressistas afirmando que a guerra com o Irã foi "concluída”.

O documento, obtido pelo portal "Politico", visa encerrar o debate sobre a necessidade de o governo Trump solicitar a aprovação do Capitólio para a continuidade da operação militar.

“Não houve troca de tiros entre EUA e Irã desde 7 de abril de 2026”, escreve Trump na carta, referindo-se à trégua que ambas as partes declararam na data mencionada e que o republicano prorrogou unilateralmente e por tempo indeterminado na semana passada.

O secretário da Guerra, Pete Hegseth, e o próprio Trump garantiram nos últimos dois dias que o cessar-fogo zera o contador no que diz respeito à permissão estipulada pela Lei dos Poderes de Guerra.

A lei exige que o Congresso aprove — desde que o Legislativo não tenha já declarado ou autorizado a guerra, ou que os EUA não tenham sido atacados diretamente — a manutenção das tropas antes que se completem 60 dias do início do conflito.

Trump sugeriu nesta sexta-feira, além disso, que a lei, aprovada em 1973 no final da Guerra do Vietnã, poderia ser inconstitucional e destacou que nenhum governo americano recorreu ao Congresso desde então para manter uma operação no exterior ativa.

“Há algumas pessoas que a consideram inconstitucional. Estamos sempre em contato com o Congresso, mas ninguém jamais solicitou isso antes. Por que deveríamos ser diferentes?”, comentou o presidente aos jornalistas na Casa Branca.

O prazo de 60 dias é, teoricamente, cumprido conforme estabelecido pelos congressistas, a maioria democratas, a partir do relatório sobre o início dos ataques enviado pelo republicano no último dia 2 de março, dois dias depois de os EUA e Israel terem lançado seus ataques contra o Irã.

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