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Modo avião: por que o celular precisa ser desligado durante o voo

Mesmo com tecnologia moderna, procedimento é adotado por segurança

Modo avião: apesar da recomendação, no Brasil, não há registros de incidentes causados por celulares a bordo (Getty Images)

Modo avião: apesar da recomendação, no Brasil, não há registros de incidentes causados por celulares a bordo (Getty Images)

Publicado em 20 de dezembro de 2025 às 12h49.

Última atualização em 21 de dezembro de 2025 às 13h15.

Desligar o celular ou ativar o modo avião durante voos é uma exigência de segurança adotada por companhias aéreas e autoridades do setor. A medida busca reduzir o risco de interferência eletromagnética nos sistemas de comunicação e navegação da aeronave, sobretudo nas fases mais críticas da operação, como decolagem e pouso.

Smartphones utilizam ondas de rádio para transmitir dados móveis, Wi-Fi, Bluetooth, NFC e sinais de localização. Quando essas transmissões permanecem ativas a bordo, existe a possibilidade - ainda que baixa - de interferência com instrumentos aeronáuticos. Por isso, ao ativar o modo avião, o passageiro elimina a principal fonte de emissão intencional de sinais do aparelho.

O celular no modo avião

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o modo avião desativa as interfaces sem fio do dispositivo, como dados móveis, Wi-Fi, Bluetooth, NFC e GPS. Em modelos mais recentes, é possível religar o Wi-Fi e o Bluetooth manualmente mesmo com o modo avião ativado, mantendo desligada a rede móvel - o que permite usar o Wi-Fi da aeronave e fones sem fio durante o voo.

Especialistas explicam que uma das faixas usadas pela telefonia móvel é próxima à de certos instrumentos de navegação. A chance de interferência não é elevada, mas existe, e a prevenção é adotada como padrão de segurança. Além disso, com o modo avião ligado, o celular deixa de procurar antenas em altitude, o que economiza bateria.

Autoridades de aviação informam que aeronaves comerciais passam por testes rigorosos de certificação para avaliar a tolerância a interferências eletromagnéticas em diferentes fases do voo. Em aviões mais modernos, como o Boeing 787-9, o risco é considerado nulo; em modelos amplamente usados, como o A320, testes indicam que transmissões de Wi-Fi, Bluetooth, NFC e GPS não afetam os sistemas.

No Brasil, não há registros de incidentes causados por celulares a bordo.

As companhias aéreas seguem as diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e dos fabricantes. Em geral, permitem o uso de dispositivos em modo avião durante todo o voo, com Wi-Fi liberado quando disponível, mantendo a proibição ao uso de rede móvel.

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