Tecnologia

Longe do pico de vendas, iPad faz 10 anos

Steve Jobs apresentou o produto em 2010

Apple: Tim Cook, CEO da empresa, apresenta novo iPad (Robert Galbraith/Reuters)

Apple: Tim Cook, CEO da empresa, apresenta novo iPad (Robert Galbraith/Reuters)

Lucas Agrela

Lucas Agrela

Publicado em 27 de janeiro de 2020 às 13h07.

Última atualização em 27 de janeiro de 2020 às 13h21.

São Paulo – Em um evento especial, Steve Jobs, cofundador da Apple, subiu ao palco em 27 de janeiro de 2010 para apresentar um produto que chamou de "verdadeiramente mágico e revolucionário". Era o iPad. O tablet de primeira geração completa dez anos nesta segunda-feira (27), mas está longe do pico de vendas que atingiu em 2014.

O setor de tablets nunca chegou a ser uma forte tendência de vendas como aconteceu com o segmento de smartphones. A consultoria StatCounter, que reúne dados de navegação na internet, mostra que os tablets não passaram dos 6,8% dos acessos à web nos últimos dez anos. Os smartphones, por outro lado, são 54%. Em 2019, o percentual referente aos tablets foi de apenas 2,72% do total.

A consultoria alemã Statista reuniu dados sobre as vendas do iPad ao longo dos últimos anos – até que a Apple deixou de reportá-los. O maior pico de vendas foi no primeiro trimestre de 2014, quando foram vendidas 26 milhões de unidades do tablet da Apple. No último trimestre de 2018, as vendas eram de 9,67 milhões.

Desde a sua primeira geração, a Apple não deixa o tablet sem inovações. A mais recente foi a adição do conector USB Type-C, mesmo conector usado em smartphones com sistema Android e pendrives. Com ele, os usuários podem usar acessórios que não tenham o conector proprietário Lightning, da Apple. O iPad Pro de 2018 funciona como um notebook, com teclado (vendido separadamente), compatibilidade com programas de produtividade, como o pacote Adobe e uma espécie de lápis inteligente, chamado Apple Pencil.

Apesar do contexto do mercado, a Apple ainda lidera o segmento de tablets no mundo, com 31% das vendas, mais do que o dobro da segunda colocada Amazon, que detém 14,5% das vendas, segundo relatório da consultoria americana IDC, referente ao terceiro trimestre de 2019.

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