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iPhone em falta? Apple deve cortar ainda mais a produção do smartphone, diz fornecedora

A empresa tem reduzido as expectativas de produção do iPhone 14 desde que o lançou e pode seguir cortando o número de unidades nos próximos meses

iPhone 14: demanda pelo aparelho não aumentou desde o lançamento (Bloomberg/Bloomberg)

iPhone 14: demanda pelo aparelho não aumentou desde o lançamento (Bloomberg/Bloomberg)

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Bloomberg

Publicado em 8 de dezembro de 2022, 07h29.

Última atualização em 8 de dezembro de 2022, 23h42.

A gigante japonesa de componentes eletrônicos Murata Manufacturing espera que a Apple reduza ainda mais os planos de produção do iPhone 14 nos próximos meses por causa da demanda fraca.

Para a fornecedora, isso significa cortar novamente as perspectivas para sua divisão de telefonia móvel.

“A julgar pela disponibilidade de aparelhos nas lojas, vejo uma revisão para baixo”, disse em entrevista o presidente da Murata, Norio Nakajima. “Espero que não seja muito profunda.”

A Apple já diminuiu a produção do iPhone devido à demanda menor e pode reduzir ainda mais, segundo reportagem da Bloomberg mês passado. Os comentários de Nakajima aumentam a evidência da desaceleração dos gastos dos consumidores atingidos por aumentos de juros, inflação elevada e crescimento econômico cambaleante.

Nakajima não identificou a Apple pelo nome — uma prática comum entre os fornecedores da gigante de tecnologia americana, que tem fama de ser sigilosa. No entanto, a Apple é seu cliente-chave nos EUA e ele não negou que suas referências fossem à fabricante do iPhone.

Murata já cortou sua previsão de produção global de smartphones para este ano fiscal algumas vezes. A empresa estimou inicialmente em abril que os fabricantes de celulares produziriam 1,37 bilhão de unidades, um ligeiro aumento ante o 1,36 bilhão no ano fiscal anterior. Ele baixou sua previsão para menos de 1,2 bilhão em outubro, e para 1,09 bilhão duas semanas depois — em ambas as ocasiões por causa da demanda mais fraca por aparelhos de baixo custo na China.

Nakajima disse que a estimativa mais recente é de 1,08 bilhão, uma ligeira revisão para baixo por causa das vendas mais lentas dos fabricantes chineses.

“Se nossa previsão fosse cair ainda mais, seria por causa do cliente nos EUA”, disse.

A Apple não divulga mais as vendas do iPhone, mas a Bloomberg News informou que inicialmente tinha como meta a produção de 90 milhões de unidades no trimestre atual, e que cortou para 87 milhões devido à queda na demanda um mês atrás. O UBS disse este mês que toda a linha do iPhone 14 pode ficar aquém das expectativas anteriores em 16 milhões de unidades.

A fabricante de componentes com sede em Kyoto é um pivô da indústria de smartphones, fornecendo módulos e componentes eletrônicos para os iPhones da Apple, smartphones Android da Samsung e os principais fabricantes de dispositivos da China.

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