iPhone 17e: o iPhone 17e é equipado com o chip A19 de última geração da Apple, construído com tecnologia de 3 nanômetros (Reprodução)
Repórter
Publicado em 2 de março de 2026 às 15h10.
A Apple anunciou nesta segunda-feira, 2, o iPhone 17e, versão mais acessível da nova geração do seu smartphone. A estratégia é clara: oferecer mais armazenamento pelo mesmo ponto de entrada e vender a ideia de "novo iPhone baratinho" em um cenário de custos pressionados pela indústria de semicondutores.
No Brasil, a pré-venda começa em 9 de março. O modelo com 256 GB sai por R$ 5.799, enquanto a versão de 512 GB custa R$ 7.299. Nos Estados Unidos, o preço inicial é de US$ 599 (cerca de R$ 3 mil) para a versão com 256 GB.
O movimento acontece em meio à alta nos preços dos chips de memória, impulsionada por escassez global. Ainda assim, a Apple optou por manter o valor inicial da linha e dobrar a capacidade de armazenamento base, uma decisão que, na prática, funciona como um desconto indireto.
Analistas interpretam a mudança como uma forma de reposicionar o modelo "e"dentro da estratégia da empresa: não apenas como porta de entrada, mas como opção de melhor custo-benefício. Antes, consumidores precisavam pagar a mais para sair do armazenamento básico. Agora, o salto para 256 GB já está incluído no preço inicial.
No hardware, o iPhone 17e traz o novo chip A19, fabricado em processo de 3 nanômetros — tecnologia que melhora eficiência energética e desempenho, aproximando o modelo de entrada do restante da linha principal.
Outra novidade é o modem C1X, desenvolvido pela própria Apple. Segundo a empresa, o componente entrega maior velocidade de rede celular e menor consumo de energia, reforçando a estratégia de verticalização, quando a fabricante passa a produzir internamente peças antes terceirizadas.
O aparelho também estreia MagSafe na série “e”. O sistema magnético de acessórios, antes restrito às linhas principais, amplia o acesso ao ecossistema da marca e permite carregamento sem fio de até 15W — acima do padrão Qi, protocolo global de recarga sem fio, utilizado na geração anterior.
No mesmo evento, a Apple apresentou o novo iPad Air, agora equipado com o chip M4. O modelo de 11 polegadas parte de US$ 599, enquanto a versão de 13 polegadas começa em US$ 799.
Ao atualizar simultaneamente seu tablet intermediário e o iPhone de entrada, a empresa reforça uma mensagem: mesmo em um ambiente de custos mais altos, sua estratégia para 2025 passa por ampliar valor percebido, sem necessariamente reduzir preços nominais.