Tecnologia

Indígenas pretendem frear extração de petróleo em reserva

Quito -  Indígenas e ambientalistas do Equador iniciaram esta quinta-feira o processo legal para submeter a consulta popular a decisão do governo de explorar petróleo...

Manifestação (AFP)

Manifestação (AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de setembro de 2013 às 13h26.

Priorizar nos meus resultados Google

Quito -  Indígenas e ambientalistas do Equador iniciaram esta quinta-feira o processo legal para submeter a consulta popular a decisão do governo de explorar petróleo em uma reserva amazônica, após fracassar um plano que buscava evitar a extração.

O grupo que se opõe à exploração no Yasuní pediu à Corte Constitucional que valide uma pergunta que deve ser submetida a consulta popular, para o que precisa do apoio de 5% do colégio eleitoral, ou seja, 600.000 assinaturas.

"Você está de acordo que o governo equatoriano mantenha o petróleo do bloco Ishpingo, Tambococha e Tiputini (ITT), conhecido como bloco 43, indefinidamente no subsolo?", diz a pergunta apresentada pelo representante legal da causa, Julio César Trujillo.

Segundo a Carta Política, a pergunta deverá ser aprovada constitucionalmente e apoiada com as 600.000 assinaturas para que o Conselho Nacional Eleitoral dê passagem à convocação da consulta. O processo não tem um prazo definido. Um dos promotores da iniciativa, o ex-candidato presidencial Norman Wray, disse à AFP que uma vez que a Corte Constitucional valide a pergunta, iniciará a coleta de assinaturas.

O presidente equatoriano, Rafael Correa, anunciou em 15 de agosto a decisão de explorar petróleo no Yasuní, situado no leste da Amazônia e declarado reserva mundial da biosfera em 1989, após o fracasso de uma iniciativa que buscava manter o petróleo debaixo da terra em troca de uma compensação internacional de US$ 3,6 bilhões.

Na área há um depósito estimado em 920 milhões de barris de petróleo, o que equivale a 20% das reservas do menor parceiro da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), segundo o presidente.

A decisão provocou imediatamente o repúdio de vários movimentos sociais e ambientais. Humberto Cholango, presidente da Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie), pediu que o tema seja levado à consulta popular. No sábado, Correa desafiou opositores a coletar assinaturas para o referendo e se mostrou confiante em uma vitória nas urnas.

"Se querem uma consulta, estou de acordo, vamos para a consulta. Mas não sejam vagos, coletem as assinaturas se têm tanto apoio. Estamos certos de que o povo equatoriano confiará na nossa palavra e venceremos novamente", afirmou Correa.

Acompanhe tudo sobre:América LatinaMeio ambienteINFO

Mais de Tecnologia

Como atualizar para o iOS 27 sem perder fotos nem encher a memória?

No Rock in Rio, robô que enxerga tudo e corre a 7,2 km/h fará parte da segurança

China lança plano para apoiar 10 mil novas empresas de inteligência artificial

Coreia do Sul cria plano para manter China em segundo lugar na corrida por chips de memória até 2028