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Apresentado por NORSK HYDRO BRASIL

Hydro tem metodologia inovadora e sustentável para destinação de rejeitos

Empresa aprimora método de gestão de rejeitos que aumenta segurança e eficiência no uso de recursos naturais

Paragominas, no Pará: unidade é uma das principais fornecedoras de bauxita para as operações globais da Hydro (Hydro/Divulgação)

Paragominas, no Pará: unidade é uma das principais fornecedoras de bauxita para as operações globais da Hydro (Hydro/Divulgação)

EXAME Solutions
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Publicado em 8 de dezembro de 2025 às 14h31.

A indústria da mineração vive um momento de transformação profunda. Para reduzir impactos ambientais e aumentar a transparência de suas operações, o setor busca novos caminhos para conciliar produtividade, segurança e responsabilidade ambiental. Entre os principais desafios estão o gerenciamento de rejeitos e a reabilitação de áreas mineradas, pontos que exigem inovação tecnológica e visão de longo prazo.

Dentro desse cenário, a Norsk Hydro Brasil vem reposicionando suas operações para aprimorar a segurança das áreas mineradas e incorporar métodos de mineração cada vez mais eficientes. A companhia global, de origem norueguesa, tem investido em iniciativas que transformam suas operações sob a ótica da sustentabilidade.

No Brasil, a empresa implementou na Mineração Paragominas, no Pará, a metodologia Tailings Dry Backfill, voltada à gestão sustentável dos rejeitos de bauxita. O modelo, pioneiro no segmento, foi desenvolvido para substituir o uso de barragens convencionais por um sistema de retorno do material às áreas mineradas após secagem controlada.

“Nossa estratégia é sustentada por uma meta de alcançar emissões líquidas zero de carbono (net-zero) até 2050 ou antes. Na prática, esse compromisso se materializa em diversas iniciativas que transformam toda a cadeia de produção do alumínio”, afirma  Carlos Neves, vice-presidente sênior e COO da Hydro Bauxita & Alumina.

A unidade de Paragominas é uma das principais fornecedoras de bauxita para as operações globais da Hydro. Segundo a companhia, desde o início da adoção da metodologia, em 2019, mais de 20 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram reintegrados ao solo. Hoje, 85% do rejeito gerado pela operação é gerenciado pelo sistema.

Produção de mudas destinadas à reabilitação de áreas da Mineração Paragominas: mais de 130 espécies distribuídas em 33 famílias botânicas (Hydro/Divulgação)

Investir e mudar

Segundo a Hydro, o investimento na nova metodologia foi de aproximadamente R$ 30 milhões e faz parte de um esforço mais amplo da empresa para adequar suas operações à transição para uma economia de baixo carbono.

“Estamos mudando paradigmas na indústria do alumínio, e isso passa pelo desenvolvimento e implantação de tecnologias que aprimorem  segurança e eficiência na operação. Além da descarbonização que já é uma realidade em nossas unidades, estamos comprometidos com a busca da meta de perda líquida zero em biodiversidade”, pontua Carlos Neves.

O método Tailings Dry Backfill consiste em secar os rejeitos inertes em depósitos temporários por cerca de 60 dias. Após esse período, o material é transportado por caminhões e reintroduzido nas áreas já mineradas, preenchendo os espaços deixados pela lavra do minério. Dessa forma, a Hydro elimina a necessidade de novas estruturas permanentes de armazenamento de rejeitos.

Ao longo desses seis anos, o processo passou por ajustes operacionais e aprimoramento técnico. Um dos principais avanços foi a capacidade de operar de forma contínua durante o período de chuvas, entre dezembro e maio, conhecido como “inverno amazônico”. Para isso, a empresa desenvolveu infraestrutura específica de drenagem e logística para garantir a eficiência do processo de secagem mesmo sob alta umidade.

Outros aprimoramentos envolveram o uso compartilhado de caminhões para transporte de minério e rejeitos, otimizando o fluxo logístico e reduzindo deslocamentos. Parte da frota passou a incluir veículos elétricos, contribuindo para a diminuição de emissões e custos operacionais.

Reabilitação florestal

Segundo a Hydro, a reabilitação de áreas mineradas é outra iniciativa de destaque em Paragominas. Desde o início do programa de reflorestamento, em 2009, até setembro de 2025, foram reabilitados 3.659 hectares.

O processo de recuperação utiliza diferentes técnicas, entre elas o plantio direto, a nucleação e a regeneração natural. Somente em 2024, foram introduzidas 34.193 mudas de espécies nativas da Amazônia, representando 132 espécies distribuídas em 33 famílias botânicas. Tecnologias como drones e inteligência artificial são empregadas para análise de solo, mapeamento de áreas e dispersão de sementes, com o objetivo de aumentar a taxa de sobrevivência e o equilíbrio ecológico da vegetação.

A Hydro mantém ainda parcerias com instituições científicas por meio do Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC). O grupo, formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Museu Paraense Emílio Goeldi e Universidade de Oslo (UiO), coordena 26 projetos voltados ao desenvolvimento de métodos de reabilitação florestal e monitoramento da biodiversidade em áreas mineradas.

Localizada a cerca de 70 quilômetros do município de Paragominas, a mina entrou em operação em 2007. Atualmente, emprega 1.628 pessoas diretamente e produz cerca de 11 milhões de toneladas de bauxita por ano. O minério é transportado até a refinaria de alumina Alunorte, em Barcarena, por meio de um mineroduto de 244 quilômetros, modal logístico sem emissões de gases efeito estufa e o primeiro no mundo para transporte de bauxita.

Visão área de área reabilitada após a mineração em Paragominas: desde 2009, programa de reflorestamento já recuperou 3.659 hectares (Hydro/Divulgação)

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