Os cientistas esperam que o estudo modifique o modo de combater a doença (Alain Julien/AFP)
Da Redação
Publicado em 5 de maio de 2011 às 18h40.
Washington - O período de contágio do gado infectado pelo vírus da febre aftosa é duas vezes mais curto do que se acreditava anteriormente, revela um estudo realizado por cientisas britânicos e publicado nesta quinta-feira pela revista americana 'Science'.
Novos exames, dizem os especialistas, provaram que a rês infectada pelo vírus da febre aftosa só transmite a doença durante 1,7 dia e não 3,4 dias como se pensava. "Com isso, a possibilidade de propagação do vírus fica muito mais limitada", afirmou Mark Woolhouse, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, um dos autores do estudo.
Segundo os cientistas, a descoberta leva a crer que as polêmicas medidas usadas para deter a propagação da infecção, como matar grande parte do rebanho, poderão ser reduzidas.
"A descoberta poderá tambem mudar a forma como os especialistas em infecção abordam as enfermidades de uma maneira geral, inclusive as que afetam os humanos", disse Woolhouse.
A comprovação da nova tese foi possível mediante experimentos que determinaram o momento preciso da incubação e infecção do vírus de febre aftosa.