Falha no Android pode expor 1 bilhão de celulares a roubo de dados

Problemas no chip Snapdragon, da americana Qualcomm, deixou smartphones Android mais vulneráveis

Cerca de 1 bilhão de celulares com o sistema operacional Android podem estar em perigo. Isso porque uma falha no chip Snapdragon, da americana Qualcomm, os deixou mais vulneráveis para roubo de dados.

Essa vulnerabilidade pode ser explorada quando o usuário baixa um vídeo ou qualquer outro conteúdo que seja renderizado no chip ou ao instalar aplicativos maliciosos fora da loja do Google, a Google Play.

Com isso, quem atacar um celular afetado pode transformá-lo em uma ferramenta de espionagem do usuário (o que inclui ver fotos, vídeos, gravar ligações, ter acesso aos dados de GPS), deixá-lo em estado vegetativo, ou seja, travado para que a pessoa não o utilize mais e até colocar códigos maliciosos que podem esconder completamente a atividade do ataque, sem poder ser removido.

Segundo o site Checkpoint Research, mais de 400 falhas foram encontradas no chip da Qualcomm, empresa que produz cerca de 40% dos chips dos smartphones de gigantes como o próprio Google, a Samsung, a LG, a Xiaomi, entre outros, segundo a empresa americana Business Wire. Somente nos Estados Unidos, os Snapdragons estão em cerca de 90% dos dispositivos Android.

Mais detalhes das falhas não foram publicados. Segundo o Checkpoint, o motivo por trás da decisão é que "estão aguardando os fabricantes tomarem uma decisão sobre os riscos aos quais os usuários estão expostos".

Ao site especializado em Tecnologia da Informação, SecurityWeek, a Qualcomm afirmou que "sobre a vulnerabilidade encontrada nos chips, estamos trabalhando para validar o problema e fazer as mitigações apropriadas sobre o assunto. Não temos evidências de que as falhas estão sendo exploradas atualmente. Encorajamos os usuários a atualizarem seus dispositivos e só instalar aplicativos de locais confiáveis, como a Google Play Store".

O Android é o sistema operacional mais utilizado no mundo, representando 74,6% do mercado. Atrás vem a Apple, com o iOS, com uma fatia de 24,82%, de acordo com o site de análises irlandês StatCounter.

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