Ciência

Estudante cria versão de Pong controlada pelo cérebro

Auxiliado pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis, estudante criou o jogo para animar jovens que participarão de evento dedicado a novos projetos científicos

Versão do game Pong, no qual se usa a barra lateral do jogo para rebater uma bolinha, é controlada inteiramente pelo cérebro (Reprodução)

Versão do game Pong, no qual se usa a barra lateral do jogo para rebater uma bolinha, é controlada inteiramente pelo cérebro (Reprodução)

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Da Redação

Publicado em 22 de junho de 2013 às 16h00.

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São Paulo - Um estudante norte-americano criou uma versão do game clássico Pong em que a barra lateral do jogo, usada para rebater uma bolinha, é controlada inteiramente pelo cérebro.

O pós-doutorando David Schwarz, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, criou o experimento para animar jovens que participarão de um evento especial de verão dedicado a novos projetos científicos. O acadêmico foi auxiliado pelo famoso cientista brasileiro Miguel Nicolelis, que é também especialista em invenções que ligam atividades cerebrais a computadores e robôs.

Para se divertir com a versão, os jogadores precisam usar um acessório com eletrodos na cabeça. Schwarz observou que, a princípio, os estudantes faziam inclinações com a cabeça e davam piscadas, mas depois viam que bastava utilizar estímulos cerebrais para definir os movimentos da barra no jogo.

"Eu acho que isso é a coisa mais legal já feita", disse o estudante Sam Murphy, de 14 anos, ao jornal The News & Observer. "Eu apenas penso e a barra vai para cima." Um dos assistentes da pesquisa afirmou que testou o jogo por uma hora e meia sem parar.

Em alta

Na feira E3, que ocorreu entre os dias 11 e 13 de junho, foi exposto um novo game chamado Throw Trucks With Your Mind. O título permitia que, por meio de uma mistura entre controles normais e estímulos cerebrais, os jogadores arremessassem objetos virtuais com diferentes intensidades. Quanto mais o gamer se concentrasse, mais chances de aumentar a intensidade do arremesso.

Schwarz quer usar sua versão de Pong para evidenciar o quanto os jogos também podem ensinar ciência, mas não apenas isso. "O experimento tem que ser divertido, antes de tudo", afirmou.

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