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Empresa de implantes cerebrais de Musk quer cirurgia 'automatizada' em 2026

A empresa começou a testar seus implantes cerebrais em humanos em 2024

 (BRENDAN SMIALOWSKI / Colaborador/Getty Images)

(BRENDAN SMIALOWSKI / Colaborador/Getty Images)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 12h36.

A Neuralink, empresa de implantes cerebrais fundada pelo bilionário Elon Musk, iniciará a produção em larga escala de seus dispositivos e adotará um procedimento cirúrgico quase totalmente automatizado em 2026. A informação foi divulgada por Musk em publicação na rede social X na última quarta-feira.

Segundo o empresário, os filamentos do dispositivo atravessarão a dura-máter sem necessidade de removê-la, o que classificou como “algo muito significativo”.

Testes em humanos e avanços tecnológicos

A Neuralink começou a testar seus implantes cerebrais em humanos em 2024 após obter autorização da agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA). O objetivo é avaliar se pacientes com tetraplegia conseguem controlar dispositivos externos — como braços robóticos e computadores — apenas com a força do pensamento.

 

No início de 2024, o chip foi implantado pela primeira vez em um paciente paralisado nos EUA, que conseguiu mover um cursor na tela e interagir com o computador usando apenas sinais cerebrais. Em setembro, a empresa informou que 12 pessoas com paralisia grave já haviam recebido o implante e estavam utilizando-o para controlar ferramentas digitais e físicas.

Como funciona o dispositivo

O implante da Neuralink integra o campo das interfaces cérebro-computador (BCIs, na sigla em inglês), tecnologia que registra a atividade cerebral e a traduz para controlar computadores, celulares ou dispositivos robóticos. A proposta é devolver habilidades motoras e de comunicação a pessoas com paralisia severa.

Embora não seja o primeiro BCI em testes com humanos — concorrentes como o Stentrode, da americana Synchron, também avançam nos estudos —, o modelo da Neuralink se destaca por dois fatores: a associação com Elon Musk, que promove intensa divulgação do projeto, e a sofisticação técnica. O dispositivo conta com 1.024 eletrodos distribuídos em 64 fios, organizados em um implante do tamanho de uma moeda.

Musk maior que centenas de bilionários juntos

Enquanto o mundo comemora a marca recorde de 3.148 bilionários, um dado chama mais atenção do que qualquer outro: um único homem concentra mais riqueza do que centenas deles somados. Segundo a Forbes, Elon Musk encerra 2025 com patrimônio estimado em US$ 754 bilhões, valor superior à soma dos 620 bilionários "mais pobres" do planeta.

O número escancara o nível de concentração de riqueza atingido neste ano. Embora a fortuna total dos bilionários tenha alcançado US$ 18,7 trilhões, Musk sozinho responde por cerca de 4% de toda essa riqueza global.

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