São Paulo - A mordida de Luis Suárez no jogador italiano Giorgio Chiellini foi tão bizarra quando a cabeçada de Zidane na Copa de 2006. Mas o caso de Suárez tem um agravante, pois essa não foi a primeira, mas a terceira vez que ele mordeu alguém do time adversário.
O cientista Ian Steadman, do New Statesman, ficou curioso para saber quais as chances de outros oponentes levarem uma mordida do Suárez. E, então, conseguiu fazer alguns comparativos.
Desde 2005, Suárez jogou em 441 partidas para a seleção do Uruguai e outros times. Supondo 11 jogadores em campo mais outros 3 que entram com as substituições, 6.160 jogadores passaram perto de Suárez e tiveram alguma chance de tomar uma mordida. É como se ele mordesse alguém a cada 147 jogos.
Este fator coloca a chance de Suárez morder um oponente ser de uma em 2.000. Já a chance de você ser atingido por um raio é uma em 10 mil, enquanto a chance de estar em um acidente de avião é uma em 11 milhões. A chance de ser morto por um tubarão no oceano é uma em 3,7 milhões.
No entanto, Suárez não é mais perigoso do que Mike Tyson. A chance de ganhar uma mordida durante uma luta de boxe contra Tyson é uma em 50.
Veja abaixo as comparações:
Ser mordido por um tubarão enquanto nada no oceano (uma em 3,7 milhões)
Ser atingido por um raio, considerando a expectativa de vida de 80 anos (uma em cada 10.000)
Morrer com o ataque de zangão, vespa ou abelha (uma em 75.852)
Ser morto por um tiro nos Estados Unidos (uma em 6.509)
Viver na costa de um país e ser atingido por um tsunami (uma em 50.000)
Ser atingido por um asteroide (uma em 700 mil)
Suárez não é mais perigoso do que:
Morrer em uma missão em um ônibus espacial (uma em cada 100)
Ter câncer (uma em cada dois e uma em cada três para qualquer tipo)
Experimenta alguns ou todos os sintomas de uma concussão após uma partida de futebol (uma em cada dois)
Ter uma orelha arrancada por Mike Tyson durante uma luta de boxe (uma em 50)
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1. Futebol e ciência
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1/19 (Reprodução/Facebook)
São Paulo - Com a Copa do Mundo chegando, até o renomado físico Stephen Hawking já deu o seu pitaco de como a seleção inglesa deve fazer se quiser campeã. Aproveitando a ocasião, decidimos reunir 20 exemplos de outras tabelinhas entre ciência e futebol. Confira a seguir.
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2. Bola cheia
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2/19 (REUTERS/Edison Vara)
Cientistas da Universidade de NorthWestern, nos EUA, criaram em 2010 um método para identificar os melhores jogadores de futebol. Basicamente, o estudo considera que joga melhor quem mais participa de lances que resultam em gol.
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3. Vai que é tua
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3/19 (Reg Birkett/Keystone/Getty Images)
Sérgio Augusto Cunha é professor da Faculdade de Educação Física da Unicamp. Ele usou um modelo matemático executado por um programa de computador e conseguiu aperfeiçoar a performance dos goleiros no momento do salto.
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4. Bateu, pegou
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4/19 (AFP/Getty Images)
Treze centésimos de segundo. Este é o tempo que um goleiro tem para escolher como vai defender um pênalti depois dele ser cobrado. A constatação é de Salman Khan, o professor mais popular da internet. Num vídeo publicado em novembro no YouTube, ele explica os cálculos por trás deste número.
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5. Brazuca
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5/19 (Adidas/Facebook.com)
Batizada de Brazuca, a bola oficial da Copa de 2014 foi aprovada pelos cientistas. Um estudo divulgado na última edição da publicação Scientific Reports apontou que a bola é mais estável que outras - o que deve garantir chutes precisos durante o Mundial
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6. Vai, filho
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6/19 (Reprodução)
Pai de jogador sofrendo fora de campo já é algo clássico no futebol. Num levantamento realizado pela universidades americanas de Rochester e Maryland apontou que quase 50% dos pais de jogadores confessaram que ficam nervosos ao ver os filhos jogarem.
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7. Jogo rápido
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7/19 (Martin Rose/Getty Images)
Mulheres enrolam menos em campo do que homens. Pelo menos, é o que aponta um trabalho realizado por pesquisadores da Universidade de Munique. Após analisarem 56 jogos, eles concluíram que, em casos como comemoração de gol, o tempo gasto no futebol masculino chega a ser o dobro do dispensado na versão feminina do esporte.
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8. Quem finge mais
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8/19 (Wikimedia Commons)
Fingir dor também é menos comum no futebol feminino do que no masculino. De acordo com números levantados por Daryl Rosenbaum, da universidade americana de Wake Forest, a quantidade destas simulações durante o jogo é duas vezes maior entre homens do que entre mulheres.
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9. Força da torcida
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9/19 (Divulgação/Fifa)
Ryan Boyko é pesquisador na universidade de Harvard. Após analisar mais de 5 mil jogos realizados na Inglaterra entre 1992 e 2006, ele constatou uma relação ínfima mas direta entre o número de torcedores e o resultado dentro de campo. Segundo Boyko, cada 10 mil torcedores representam 0,1 gol.
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10. Craques na classe
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10/19 (ASCOM/SEED Roraima)
Durante um ano, 200 alunos que cursavam a sexta série e praticavam atividades esportivas como futebol foram acompanhados por pesquisadores da Universidade do Michigan. No fim, veio a constatação: estes estudantes tiveram notas 10% acima da média dos alunos em matérias como matemática, ciências e inglês.
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11. Juiz caseiro
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11/19 (Getty Images)
A ciência está do lado da torcida quando o assunto é a imparcialidade dos juízes de futebol. Após analisar quase 3 mil partidas realizadas entre 1996 e 2003, pesquisadores da Universidade de Bath, na Nova Zelândia, perceberam que os árbitros foram mais rigorosos com o time visitante do que com quem jogava em casa.
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12. Campo sem culpa
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12/19 (REUTERS/Kai Pfaffenbach)
O desempenho tático dos jogadores não mudam em função do campo - seja ele de grama sintética, natural ou de terra. A descoberta é fruto de um estudo de cientistas da Universidade Federal de Viçosa (MG). Para chegar a ela, eles observaram quase 4 mil ações táticas realizadas por 84 jogadores nos três tipos de superfície.
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13. Qual é seu time?
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13/19 (Getty Images)
No mundo do futebol, saber qual é a maior torcida é algo muito importante. Pensando nisso, pesquisadores da USP entrevistaram 200 pessoas e criaram um novo modelo para descobrir o time de alguém - baseado em 10 variáveis, como frequência em estádios, conhecimento do time e rejeição a outras equipes.
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14. Torcedor amigo
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14/19 (Reprodução/Facebook)
Uma pesquisa com cerca de 150 brasileiros em 2012 chegou a uma conclusão surpreendente. Assinado por Lucas Butier e Gabriel Levrini, o trabalho revelou que os entrevistados, na hora de comprarem a camisa do time do coração, tendem a dar mais importância à ajuda dada ao clube do que a outros fatores - como preço e durabilidade do produto.
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15. Quem cobra mais
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15/19 (RODOLFO BUHRER/Placar)
Familiares e técnicos são as principais fontes de estresse e ansiedade entre jogadores em começo de carreira. O dado foi apontado por estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (PR), para o qual 40 atletas das categorias de base da cidade foram acompanhados durante um ano.
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16. Apito confiante
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16/19 (Jason Gulledge/Wikimedia)
Apesar de toda a pressão, juízes de futebol apresentam auto-estima elevada - apesar de não contarem com formação psicológica para isso. Para chegar a conclusão, cientistas da Universidade Federal de
Santa Catarina entrevistaram 26 árbitros brasileiros.
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17. Fome (nem só) de bola
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17/19 (Dercílio / Saúde)
Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina apontou carência de nutrientes como magnésio, vitamina A e cálcio na dieta de 22 jogadores de duas equipes de futebol de salão do Paraná e do Rio Grande do Sul.
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18. Depressão e ansiedade
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18/19 (Stock.Xchange)
Um estudo publicado em abril pelo FifPro (Sindicato Mundial de Jogadores de Futebol) mostrou que 39% dos atletas que praticam o esporte sofrem com ansiedade e depressão quando se aposentam.
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19. Agora, saiba quem seguir para ficar antenado nesta Copa
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19/19 (Reprodução/YouTube)