Ciência

Da Vinci vira robô e interage com visitantes em museu

É o primeiro androide que reproduz os traços de um personagem histórico já morto, segundo o comunicado oficial do museu de Milão


	O aspecto de Leonardo Da Vinci robótico, com sua barba branca e pele artificial, corresponde a como deveria ser o artista em seus últimos dias
 (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

O aspecto de Leonardo Da Vinci robótico, com sua barba branca e pele artificial, corresponde a como deveria ser o artista em seus últimos dias (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 3 de setembro de 2015 às 17h00.

Roma - Um androide com as facções de Leonardo da Vinci, que se movimenta e pronuncia frases extraídas dos manuscritos do gênio renascentista, será capaz de interagir com as pessoas de maneira semelhante à de um ser humano.

O robô é uma criação do Departamento de robótica e neurociência cognitiva da Universidade de Osaka, no Japão, e foi apresentado nesta quinta-feira no Museu Nacional de Ciência e Tecnologia de Milão.

É o primeiro androide que reproduz os traços de um personagem histórico já morto, segundo o comunicado oficial do museu.

O aspecto do Da Vinci robótico, com sua longa barba branca, sobrancelhas cheias e pele artificial, corresponde a como deveria ser o cientista em seus últimos dias, e graças à tecnologia aplicada à mímica facial, recria os gestos de um verdadeiro ser humano.

O androide do autor de "Monalisa" falará e interagirá com os visitantes durante as jornadas "Viver com robôs", que acontecerão de 4 a 27 de setembro no museu.

O professor e diretor do Departamento de robótica japonês, Minoru Asada, garantiu "que se Leonardo estivesse vivo, estudaria e construiria robôs".

Asada explicou ainda que a ciência da robótica, área em que o cientista e humanista também pesquisou, "requer todos os diferentes conhecimentos que Leonardo tinha".

O departamento de Asada buscar desenvolver máquinas capazes de interagir com as pessoas de maneira semelhante a dos seres humanos, e assim entender o funcionamento entre o mundo humano e o artificial.

A decisão de escolher da Vinci para ser o primeiro robô histórico se baseou no fato de ele ser "um símbolo que conjuga intelecto, conhecimento e arte", ressaltou Asada.

As pesquisas sobre androides têm dois objetivos: ser instrumento para entender o ser humano e criar máquinas com habilidades parecidas com as deles, como as lingüísticas e as cognitivas.

O museu informou que os visitantes poderão interagir com o androide só durante os fins-de-semana das jornadas sobre robótica do museu. EFE

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