Conheça os "4Cs" para criar telas de diferentes dispositivos

São Paulo – “Projetar para múltiplas telas não se trata de projetar para múltiplos dispositivos. As pessoas erram quando pensam assim”, afirma Everaldo Coelho. O...

São Paulo – “Projetar para múltiplas telas não se trata de projetar para múltiplos dispositivos. As pessoas erram quando pensam assim”, afirma Everaldo Coelho. O ex-designer da Apple e atual Head Of User Experience da Movile foi uma das estrelas da 4ª edição do INFOTrends.

Coelho explicou que para desenhar telas para diferentes dispositivos usa “4Cs”, os quatro princípios relevantes para um designer de múltiplas telas. São eles: contexto, consistência, complementariedade e continuidade.

Antes de criar, é preciso entender que os consumidores usam cada dispositivo com um objetivo. Por exemplo, smartphones são muito usados pra iniciar atividades online, como checar e-mails. Os tablets funcionam bem para planejamento de viagens. E os PCs servem para atividades mais complexas.

Isso significa que para criar para múltiplas telas, é preciso entender que cada tela é um contexto, um universo diferente. Cada funcionalidade deve ser pensada e otimizada de acordo com o dispositivo. Este é o primeiro “C”.

Consistência significa que a tela é diferente. O usuário, não. “Funcionalidades e características devem persistir em todas as telas. Por exemplo, do smartphone para o desktop. O mesmo produto mantém a consistência entre os dispositivos”, afirma.

Os usuários trocam entre telas e dispositivos o tempo todo. Novas tecnologias e conteúdos podem migrar de um aparelho para o outro. Um exemplo desse conceito de complementariedade (terceiro “C”) é o Xbox Smart Glass, aplicativo que aumenta a integração de recursos entre o videogame da Microsoft, dispositivos móveis e computadores. É possível jogar games, ouvir música e assistir filmes, televisão e vídeos pelo Xbox 360 com conteúdos adicionais disponibilizados para smartphone, tablet e PC.

A continuidade está relacionada com a sincronização. Coelho exemplificou com o iCloud, em que trabalhou desde o início. Um de seus principais destaques é a sincronização entre todas as funcionalidades. “A Apple não faz aplicativos para iPhone, nem a Microsoft faz para Windows, faz para pessoas”, diz.

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