Para aumentar velocidade de conexões Wi-Fi, cientistas criam primeiro laser branco

Descoberta também poderá ser usada para criar telas e iluminações mais eficazes

Cientistas e engenheiros da universidade do Arizona, nos Estados Unidos, criaram a primeira fonte de laser branco, capaz de emitir todo o espectro de cores visíveis. Os inventores afirmam que a tecnologia poderá ser usada em telas e iluminações mais eficientes, além de criar uma versão mais veloz das conexões sem fio de internet.

Apesar de lasers vermelhos, azuis, verdes e com outras cores já existirem há algumas décadas, eles se restringiam a uma única cor. A criação de uma estrutura capaz de emitir simultaneamente luzes nas cores vermelha, verde e azul, não era uma tarefa simples. A tecnologia exige a combinação de semicondutores muito diferentes, gerando uma interferência que atrapalha a reflexão das luzes.

Agora, os cientistas afirmam ter resolvido esse problema. O coração da nova tecnologia é uma folha com poucos nanômetros de espessura e formada por um composto de zinco, cádmio, enxofre e selênio. A folha é dividida em diferentes segmentos: quando recebe um pulso de luz, a parte rica em cádmio e selênio emite luz vermelha; a seção com cádmio e enxofre emite a luz verde; e, o segmento com zinco e enxofre, a luz azul.

Os pesquisadores construíram o composto em diferentes estágios, variando cuidadosamente a temperatura de fabricação da folha. O objetivo era controlar a relação entre as fases gasosa, líquida e sólida dos diferentes materiais que compõem a nanofolha, garantindo que esses três segmentos diferentes pudessem coexistir.

Os cientistas conseguem atingir individualmente cada segmento da nanofolha usando diferentes pulsos de luz. A variação da potência dos pulsos permite que o laser produza 70% mais cores do que a maioria das fontes de luz convencionais.

Lasers são energeticamente mais eficazes do que LEDs. Enquanto a iluminação com LEDs produz até 150 lumens por watt de eletricidade, os lasers conseguem produzir mais de 400 lumens por watt, segundo Cun-Zheng Ning, físico e engenheiro elétrico da Universidade do Arizona e um dos coautores do estudo. De acordo com Ning, os lasers também poderiam criar telas com cores mais nítidas e melhor contraste do que as atuais.

Outra aplicação potencial para o laser branco seria no chamado “Li-Fi”, tecnologia que usa a luz para conectar aparelhos à internet e possível substituta do Wi-Fi. “Atualmente, o Li-Fi é desenvolvido com base nos LEDs”, afirma Ning. Segundo o pesquisador, o laser branco pode ser de 10 a 100 vezes mais rápido do que os LEDs, pois são capazes de transportar dados de forma muito mais veloz.

Fonte: Nature

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