Sacola poderia ter moléculas de polímero quebradas e "sumir" no oceano
Da Redação
Publicado em 1 de novembro de 2010 às 12h18.
São Paulo - Dois cientistas da Universidade da Pennsylvania, nos Estados Unidos, criaram um tipo de plástico capaz de se autodestruir. Para isso, Scott Philips e Wanji Seo utilizaram polímeros de ftalaldeído ligados a um ou dois compostos (éter de silil ou de alil), que funcionam como uma espécie de "gatilho". Quando um pedaço do plástico foi exposto, em temperatura ambiente, a íons de flúor, a parte central, onde as moléculas estavam cobertas com o éter de silil, sofreram rápida despolimerização e se quebraram. Já os pedaços cobertos com éter de alil permaneceram sem alterações.
Segundo relataram os pesquisadores ao New Scientist, a técnica poderia ser modificada para se desenvolver materiais plásticos que se degradem rapidamente quando expostos a "gatilhos" no meio ambiente. Se uma sacola feita com um plástico modificado cair no oceano, por exemplo, enzimas de microorganismos da água poderiam fazer o material se despolimerizar e a sacola simplesmente desapareceria.