Economia

IBC-Br: prévia do PIB cai 0,7% em março de 2026

O desempenho foi puxado principalmente pela variações de -0,2% na agropecuária, -0,2% na indústria e -0,8% em serviços. O IBC-Br excluindo a agropecuária, recuou 0,9% no mês

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 18 de maio de 2026 às 09h15.

Última atualização em 18 de maio de 2026 às 09h16.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB do Brasil, caiu 0,7% em março de 2026 na comparação com fevereiro, na série com ajuste sazonal. O dado foi divulgado nesta segunda-feira, 16, pelo Banco Central (BC).

O desempenho foi puxado principalmente pelas variações de -0,2% na agropecuária, -0,2% na indústria e -0,8% em serviços. O IBC-Br, excluindo a agropecuária, recuou 0,9% no mês.

No trimestre encerrado em março de 2026 ante o trimestre terminado em dezembro de 2025, o IBC-Br apresentou alta de 1,3%.

Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,8%, com o agro puxando com alta de 5,8%.

O que é o IBC-Br?

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC” para o PIB, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Publicado desde março de 2010, o indicador tem o objetivo, segundo o BC, de mensurar a evolução da atividade econômica do país e “contribuir para a elaboração de estratégia de política monetária”.

Na prática, o índice também é acompanhado pelos membros do Comitê de Política Monetária (Copom) para avaliar o ritmo da economia brasileira e como a taxa Selic influencia a dinâmica de crescimento.

Apesar de frequentemente comparado ao PIB, o próprio Banco Central ressalta que existem diferenças conceituais, metodológicas e de frequência entre os dois indicadores.

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