Ciência

Choque de 14 mil volts cria estrelas em olhos de eletricista

Após sofrer um choque de 14 mil volts no ombro esquerdo, eletricista ganhou cataratas em forma de estrelas nos olhos

Cataratas em forma de estrelas: eletricista de 42 anos de idade apresentou diminuição da visão quatro semanas após o choque no ombro (Divulgação/New England Journal of Medicine)

Cataratas em forma de estrelas: eletricista de 42 anos de idade apresentou diminuição da visão quatro semanas após o choque no ombro (Divulgação/New England Journal of Medicine)

DR

Da Redação

Publicado em 28 de janeiro de 2014 às 13h02.

São Paulo - Uma dupla de cientistas da Universidade da Califórnia (Estados Unidos) ficou intrigada com o caso de um eletricista que, após sofrer um choque de 14 mil volts no ombro esquerdo, ganhou cataratas em forma de estrelas nos olhos. Um artigo sobre o caso foi publicado no New England Journal of Medicine.

Segundo os pesquisadores Bobby Korn e Don Kikkawa, o eletricista de 42 anos de idade apresentou diminuição da visão quatro semanas após o choque no ombro. A percepção dos olhos ficou limitada apenas aos movimentos das mãos, com pressão intraocular de 14 mm Hg em cada olho.

Quatro meses após a lesão, os médicos extraíram as cataratas e implantaram uma lente intraocular. Mas houve um descolamento de retina no olho esquerdo dois anos depois. O eletricista precisou, então, passar por outra reparação.

Mas enquanto a visão do olho direito melhorou significativamente, o eletricista só conseguia ver seus dedos, por exemplo, com o olho esquerdo. Com isso, apesar de ter ficado cego, o eletricista ainda era capaz de ler com a utilização de aparelhos de baixa visão.

Segundo os pesquisadores, esse tipo de catarata não é tão incomum após uma lesão no olho. No início deste ano, por exemplo, um homem na Áustria desenvolveu uma catarata em forma de estrela após levar um soco no rosto.

Acompanhe tudo sobre:acidentes-de-trabalhoEletricidade

Mais de Ciência

Baleia-jubarte quebra recorde ao cruzar oceanos entre Brasil e Austrália

Cientistas descobrem proteína que pode frear o envelhecimento

Tubarões mais antigos que dinossauros vivem hoje em águas rasas

Maior crise de cibersegurança da história está próxima — e mundo não está preparado