Ciência

Celular poderá ser carregado com o toque de um dedo

Em novo estudo, equipe australiana demonstra pela primeira vez o potencial de um fino revestimento para converter pressão do toque em eletricidade

Um filme piezoelétrico recobrindo o celular pode produzir eletricidade cada vez que o aparelho é pressionado (Cheon Fong Liew/Flickr)

Um filme piezoelétrico recobrindo o celular pode produzir eletricidade cada vez que o aparelho é pressionado (Cheon Fong Liew/Flickr)

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Da Redação

Publicado em 21 de junho de 2011 às 17h53.

São Paulo  Nada de tomada, carregadores ou pilhas. Uma equipe de pesquisadores da Austrália afirma que o simples toque de um dedo poderá ser usado no futuro para carregar celulares e outros dispositivos eletrônicos. Em um artigo publicado no jornal especializado Advanced Functional Materials, cientistas da Universidade RMIT, em Melbourne, mostraram pela primeira vez que finos filmes piezoelétricos podem converter a pressão – do dedo sobre o aparelho neste caso  em eletricidade.

Materiais piezoelétricos são constituídos de cristais que geram corrente elétrica a partir de uma deformação. Como são eletricamente polarizados, ou seja, um lado é carregado positivamente e outro negativamente, um impulso elétrico é criado toda vez que há pressão. “O poder da piezoeletricidade poderia ser integrada a tênis de corrida para carregar celulares, permitir o carregamento de laptops pela digitação ou até mesmo para converter pressão sanguínea em fonte de energia para marca-passos”, diz Madhu Bhaskaran, coautora do estudo.

Embora o conceito de captação de energia por meio do uso de nanomateriais piezoelétricos seja interessante, suas aplicações reais podem ser complexas. “Nosso estudo se voltou em revestimentos de filmes finos porque acreditamos que eles constituem a única possibilidade prática de integrar materiais piezoelétricos às tecnologias eletrônicas existentes”, afirma a pesquisadora.

A partir de agora, os cientistas devem medir com precisão o nível de tensão elétrica e a corrente gerada por nanomateriais piezoelétricos. Com essas informações em mãos, o próximo desafio é ampliar a energia elétrica para ser usada em estruturas compactas. Somente assim a técnica pode se tornar comercialmente viável.

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